Secos & Molhados


Em plena ditadura militar, João Ricardo, Ney Matogrosso e Gerson Conrad deram novo ânimo e mudaram o curso das coisas da música brasileira.

Ainda sem o nome Secos & Molhados, João Ricardo já tocava e apresentava algumas canções em bares, mas faltava uma voz para interpretá-las. Então, graças a uma amiga em comum, João foi apresentado a Ney Matogrosso, dono de uma das vozes mais marcantes do Brasil em todos os tempos. Junto com Gerson Conrad, o trio deu nome ao grupo, e isso foi uma forma de tentar abranger ao máximo seu público.

Era impossível não prestar atenção neles. Com suas letras, sua maquiagem e na maneira como seu vocalista mexia-se no palco, rebolando e cantando, algo impensado naqueles tempos em que Emílio Garrastazu Médici era o presidente do Brasil durante a ditadura militar, período mais sombrio da história do Brasil. Isso fez que eles ganhassem cada vez mais atenção durante os shows – não apenas no vocalista, mas nas músicas.

Durante uma apresentação, o trio chamou a atenção do empresário Moracy do Val, que logo comaçou a agenciá-los e conseguiu, após insistir muito, um contrato com a Continental, grande gravadora do mercado e principal concorrente de empresas estrangeiras, como a Warner, para captar artistas em seu selo no início
dos anos 1970.

Como aposta da gravadora, o Secos & Molhados não recebeu grande verba para gravar o álbum, já que a Continental apostava no convencional, vamos colocar assim, não em um trio que misturava cantigas brasileiras com psicodelia e folk. Com João Ricardo na direção musical, Moracy também assumiu a responsabilidade de ser o produtor do disco. Em 15 dias, usando um gravador de quatro canais, o LP estava feito e levaria o nome da banda.

O Secos & Molhados tinha o que havia de melhor naquela época: músicos inspirados e canções do folclore brasileiro e português, algo bem interessante, mas que, no fundo, era pop e nascido para transcender limites no período pós-Jovem Guarda – um ano antes, os Novos Baianos lançaram Acabou Chorare, primeiro grande álbum brasileiro dos anos 1970.


Obviamente, é impossível não atestar a influência do Tropicalismo no trabalho e no trio. Se havia a vontade de transgredir nos anos 1960, e isso foi conseguido, os anos 1970 foram importantes para consolidar certas ideologias do movimento liderado por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Mutantes e amigos.

Uma coisa ajudou bastante nas vendas de Secos & Molhados: uma aparição na primeira edição do Fantástico, revista eletrônica semanal da TV Globo. Diferente dos dias atuais, o programa tinha enorme relevância nacional e contribuía, e muito, no lançamento de vídeos de artistas. Era a explosão necessária para contribuir com o sucesso de um grupo diferente de tudo que tocava nas rádios e programas de TV naqueles tempos.

Ninguém confiava no sucesso do grupo. Por isso, apenas 1.500 cópias do trabalho foram colocadas à venda pela Continental, mas bastou uma aparição no Fantástico para uma mudança de cenário. Essa primeira prensagem não deu nem para o gasto, forçando o derretimento de LPs encalhados para uma segunda leva de Secos & Molhados. Foram vendidos 300 mil álbuns em dois meses, rapidamente transformados em um milhão no final de 1973. As vendas eram tão absurdas que até o reinado de Roberto Carlos, cantor que mais vendia à época, estava ameaçado.

Mais conhecidas, “O Vira” e “Sangue Latino” tocavam quase sem parar nas rádios. Mas não apenas as duas. Durante o dia, facilmente você conseguia ouvir o LP inteiro, e isso colaborou para colocar o Secos & Molhados na trilha do sucesso e lotando turnês não só no Brasil, mas por toda América Latina.

A capa foi produzida e fotografada por Antônio Carlos Rodrigues, fotógrafo do jornal carioca ‘Última Hora’ e mostra a banda, mais o baterista Marcelo Frias – único não maquiado –, com as cabeças em uma mesa. A seção de fotos foi marcante, pois eles demoraram uma madrugada inteira para fazer tudo. E dias depois, Farias abandonou o grupo.

Texto | Fagner Morais

1973 | SECOS & MOLHADOS

01. Sangue Latino
02. O Vira
03. O Patrão Nosso de Cada Dia
04. Amor
05. Primavera nos Dentes
06. Assim Assado
07. Mulher Barriguda
08. El Rey
09. Rosa de Hiroshima
10. Prece Cósmica
11. Rondo do Capitão
12. As Andorinhas
13. Fala

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Alceu Valença & Geraldo Azevedo


Alceu Valença, Geraldo Azevedo e a psicodelia do disco Quadrafônico
De como Rogério Duprat foi parar no disco de estreia da dupla pernambucana que revelou grandes compositores da música brasileira


Fiquei em dúvida se começava a contar essa história pela parte em que os arranjos do disco “Alceu Valença & Geraldo Azevedo” (1972) seriam inicialmente feitos por Hermeto Pascoal mas foram parar nas mãos de Rogério Duprat, um dos criadores do Tropicalismo. Ou que nas gravações foi utilizado o sistema Quadrafônico, uma novidade à época. Ou também que o orçamento da produção era tão pequeno que Alceu e Geraldo foram mandados pela gravadora Copacabana a São Paulo gravar e se hospedaram no apartamento de Cesare Bienvenuti, produtor do disco. Ou ainda que as poucas horas de gravação destinadas ao LP aconteciam de madrugada, quando o estúdio estava desocupado.

Seriam formas interessantes se pensarmos nas curiosidades por trás de uma produção, mas elas não dariam a real dimensão deste clássico ainda hoje desconhecido do grande público que foi a inspirada estreia da dupla no disco “Alceu Valença & Geraldo Azevedo”.

Está contida nesta pequena joia que tem apenas 34:02 minutos de duração a gênese do frutífero trabalho como grandes compositores que Alceu e Geraldo desenvolviam individualmente já naquele começo de anos 70. Fosse isto pouco, considere que não se trata apenas de uma apresentação de dois desconhecidos ao mercado fonográfico mas a convergência destes juntamente com Rogério Duprat que resultou num disco clássico da nossa música.

Um clássico pode ser definido como uma obra que atravessa o tempo com suas características e qualidades artísticas intactas e é neste quesito que o “Alceu Valença & Geraldo Azevedo” se insere.

Rápida digressão: no início dos anos 70, a banda inglesa Pink Floyd andava empolgada com um novo sistema chamado Quadrifônico ou Estéreo 4.0, correspondente ao atual Surround, e gravou três discos neste formato. O Quadrifônico usava quatro canais de captação (o padrão então utilizado era dois) dispostos em diferentes pontos do estúdio capturando diversas tonalidades do som. A reprodução destes LPs, porém, exigia aparelho de som compatível, ou seja: com quatro caixas de autofalantes distribuídas nos ambiente o que dava ao ouvinte a sensação de se estar dentro do estúdio junto com a banda. O formato não vingou dada a indefinição do mercado quanto ao padrão a ser utilizado comercialmente e o valor elevado dos aparelhos para reprodução.

Deriva daí a confusão feita com o título do álbum que, ao contrário do que se afirma, não se chama ‘Quadrafônico’ pois esta denominação apenas identifica a tecnologia utilizada em oposição ao padrão Estéreo.


Alguns discos foram concebidos para serem ouvidos do começo ao fim, na ordem em que foram gravados, como o “The Dark Side Of The Moon” (1973), do Pink Floyd  -  um dos três em que a banda utilizou a tecnologia quadrifônica na gravação - , e isto é essencial para que a obra seja compreendida em toda a sua complexidade dado que a divisão entre as faixas não obedece à lógica padrão de um disco comum de ‘faixas soltas’. (Parece, inclusive, que há uma lei da Corte Marcial que condena os subversivos desta ordem a serem açoitados em praça pública tamanho é o sacrilégio cometido)

Este é o caso de “Alceu Valença & Geraldo Azevedo” que foi pensado para ser ouvido do começo ao fim e assim se possa ‘tocar’ as texturas, efeitos e cores que cruzam a fronteira da música e o aprumam rumo às artes visuais.

O regionalismo da dupla está aí mas não é o determinante. Tem ciranda, coco, viola caipira, rock mas é a psicodelia quem dá a liga. A conversa entre músicos e técnicos durante as seções de gravação no estúdio também estão presentes no disco, outra novidade para aumentar no ouvinte a ilusão de imersão no som.

Destaco aqui como um dos pontos altos deste trabalho a beleza na interpretação de “Talismã”. É coisa fina F.C.

A importância deste álbum quadrifônico é tamanha que o cultuado e raríssimo “Paêbirú”, disco psicodélico de Zé Ramalho e Lula Côrtes e que se tornou o vinil brasileiro mais caro chegando a custar R$ 4.000, só viria a ser lançado em 1975 e nele Alceu também deu sua contribuição.
Registre-se ainda que quando foi lançado “Alceu Valença & Geraldo Azevedo” o auge do rock psicodélico no mundo tinha ficado para trás perdido no éter da década de 60 e talvez por isto, suponho, o álbum não teve o devido destaque.

Esqueça os clássicos de Alceu e Geraldo que vieram à sua cabeça enquanto você lia este artigo. As músicas produzidas são uma terceira coisa para além da obra individual destes dois gigantes.

É com “Horrível”, a derradeira faixa do brilhante álbum “Alceu Valença & Geraldo Azevedo”, que o Risco no Disco convida você a fazer mais uma viagem pelo universo da música brasileira.

Texto | Risco no Disco

1972 | QUADRAFÔNICO

01. Me dá um beijo (Alceu Valença)
02. Virgem Virginia (Alceu Valença, Geraldo Azevedo)
03. Mister mistério (Geraldo Azevedo)
04. Novena (Geraldo Azevedo, Marcus Vinicius)
05. Cordão do Rio Preto (Alceu Valença)
06. Planetário (Alceu Valença)
07. Seis horas (Alceu Valença)
08. Erosão (Alceu Valença)
09. 78 rotações (Alceu Valença, Geraldo Azevedo)
10. Talismã (Alceu Valença, Geraldo Azevedo)
11. Ciranda de Mãe Nina (Alceu Valença)
12. Horrível (Alceu Valença)

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Gene Vincent


Gene Vincent ou Eugene Vincent Craddock, músico norte-americano de rockabilly, mais conhecido por seu sucesso "Be-Bop-A-Lula".

Começou sua carreira tocando em diversas bandas de música country em Norfolk, Virgínia, depois de deixar a Marinha dos Estados Unidos com uma lesão permanente na perna. Assinou contrato com a Capitol Records com sua banda de apoio, The Blue Caps.

Depois que "Be-Bop-A-Lula" transformou-se num grande sucesso em 1956, Gene Vincent & os Blue Caps não conseguiram emplacar outros hits de tamanha repercusão, mas tiveram uma carreira pontilhada de sucessos como: "Bluejean Bop", "Race With the Devil", "Lotta Lovin'", "Crazy Legs" et "Baby Blue". Vincent inclusive foi um dos primeiros astros de rock a estrelar um filme, chamado The Girl Can't Help It.

Um fato marcante na carreira do cantor foi a morte de seu melhor amigo Eddie Cochran em um acidente automobilistico, durante uma turnê que ambos faziam pela Inglaterra no ano de 1960. Gene que também estava no veículo teve a antiga lesão de sua perna agravada e até o fim de sua vida não se recuperou psicologicamente do ocorrido.

A carreira de Gene teve uma enorme perda de popularidade a partir da metade dos anos 60, com a chegada das "english bands", embora ele continuasse a fazer sucesso na Europa, principalmente na Inglaterra e França.

Passou os últimos anos de sua vida tentando reconquistar o antigo sucesso, mas acabou afundando-se cada vez mais no álcool e na depressão. Faleceu na California em 1971, de cirrose gástrica.

Gene Vincent está sepultado no Eternal Valley Memorial Park em Newhall, Califórnia.

Forma junto com Buddy Holly e Eddie Cochran a quintessencia do rockabilly, sendo sem sombra de dúvidas, os maiores nomes do gênero.

Texto | Wikipédia

1980 | FOREVER

01. Gene Vincent | Bring It On Home
02. Gene Vincent | The Rose Of Love
03. Gene Vincent | Hey Hey Hey Hey
04. Gene Vincent | Party Doll
05. Melody Jean Vincent | Say Mama
06. Johnny Carrol | Tribute To Gene: Black Leather Rebe
07. Johnny Legend | Right Now
08. Ray Campi | Rocky Road Blues
09. Jimmy Lee Maslon | Dance To The Bop
10. Jimmy Lee Maslon | Be Bop Boogie Boy
11. Ray Campi | Lotta Lovin'
12. Jimmy Lee Maslon | Important Words

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Daniela Lasalvia


A paulistana Dani LaSalvia ingressou cedo na música. Estudou piano dos 7 aos 15 anos. Na adolescência, fez três anos de canto lírico. Depois, estudou percussão vocal e corporal com Stênio Mendes, e violão com Paulinho Paraná. Mais tarde, passou uma temporada em Moscou para aperfeiçoamento em canto lírico, no Conservatório Tchaikovsky. Logo voltou ao Brasil e focou seu trabalho em canto popular.

A cantora, compositora e instrumentista chega ao disco com Madregaia, lançado no final de 2006 e dirigido artisticamente em parceria com o cantor e multi-instrumentista mineiro Dércio Marques, depois de participar de três edições do projeto Prata da Casa, espaço para novos talentos, idealizado pelo Sesc Pompéia, em São Paulo.

O resultado é uma seleção variada, com influência da world music e da música regional brasileira, uma das conseqüências de sua parceria com o multi-instrumentista Dércio Marques, que assina a direção artística do disco.

Gaia significa deusa da fertilidade ou mãe terra, em grego. “Madregaia é uma redundância, por termos a palavra mãe duas vezes. Escolhi esse nome porque as canções selecionadas celebram a vida”, diz Dani Lasalvia. O repertório do CD foi determinado pela estética da letra, melodia e estilo de cada canção. “O objetivo era que o trabalho não ficasse linear.”

No repertório do CD duplo com 26 faixas, criações próprias e de outros autores, como Jean Garfunkel, Nô Stopa e Amauri Falabella, além de obras compositores renomados e participações especiais, como Trenzinho do Caipira (com Stênio Mendes na craviola) e Melodia Sentimental, de Heitor Villa-Lobos, em parcerias com Ferreira Gullar e Dora Vasconcelos; Valsinha, de Chico Buarque & Vinícius de Moraes); e Feixe, de Chico César. Completam ainda a seleção, o fado Samba das Índias (Edu Santana & Juca Novaes), com Toninho Ferragutti no acordeom, e o alerta ambiental Quiquiô (Kykyó), de Geraldo Espíndola, que aborda a formação do povo indígena brasileiro.

Tietê Meu Rio (Jean Garfunkel & Lony Rosa); Vida de Água (Amauri Falabella); Manacá da Serra (Luís Perequê Açu); e Meninos (Juraildes da Luz) são algumas faixas de temática “verde”. Madregaia busca também resgatar a identidade cultural do país.

Duas canções de domínio público, inseridas, são bons exemplos disso. Água de Mani conta a história antiqüíssima de hábitos ritualísticos dos já extintos índios Tremembé de Almofala (CE). Olê Caninana mostra a influência negra da dança folclórica potiguar Coco de Zambê.

A religiosidade brasileira também é homenageada com Ave Maria (Charles Gounod/Vicente Paiva & Jayme Redondo), Romaria (Renato Teixeira) e Procissão de Fogaréu (Luís Perequê Açu) – que aborda a festa popular de origem portuguesa feita em Paraty. Prece do Ó (letra recolhida por Cassiano Ricardo) conta a história do santo negro Santo Antonio do Catigeró, muito cultuado na Bahia. “Foi o êxtase, a vontade do êxtase, que levou Dani pelos quadrantes da Terra de Vera Cruz. Por mais de dez anos, ela andou por aí, à própria custa, ouvindo aprendendo, conversando com as lavadeiras das Alagoas, com os violeiros do Mato Grosso, com os catireiros do interior paulista, com os jongueiros daqui e dali, os quilombolas, os índios das tribos tais e quais, aprendendo idiomas, incorporando gestos e gostos, entendendo as lendas, reconstruindo-se, ampliando-se, maravilhando-se”, fala sobre Dani Lasalvia o crítico de música Mauro Dias, responsável pela apresentação do CD de estréia.

Texto | Dani LaSalvia

207 | MADREGAIA

CD 1
01. Kikyô
02. Água de Mani - Eternecendo a Espera
03. Olê Caninana
04. Vinheta Vida de Água
05. Fuga 19
06. Samba das Índias
07. Vinheta da Juréia - Procissão do Fogaréu
08. Mandu
09. Ciranda Lunar
10. Canto Lunar
11. Madre Latina
12. Prece do Ó - Ausência - Romaria
13. Trenzinho do Caipira

CD 2
01. Rota das sereias
02. Feixe
03. Vida de água
04. Tietê, meu rio
05. Variante
06. Ave Maria
07. Valsinha
08. Andaluz
09. Melodia sentimental
10. Manacá da serra
11. Meninos-Sabiá laranjeira
12. Criança
13. Cala-te boca-Pamas d'água

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Ricardo Vignini & Zé Helder


Em 2007, dois violeiros nascidos em 1973 e membros da banda Matuto Moderno, se juntaram para tocar e adaptar clássicos do rock para viola caipira. A ideia inicial de Ricardo Vignini e Zé Helder era mostrar a potencialidade do instrumento para seus alunos e lembrar-se das diversões da adolescência que tinham essa música como trilha sonora.

O lançamento do CD “Moda de Rock & Viola Extrema” em 2011 se tornou um sucesso de mídia, vendas e de shows realizados em diversas regiões do Brasil e nos EUA. Transformando In the Flesh do Pink Floyd em uma singela valsinha, Aces High do Iron Maiden e Master of Puppets do Metallica ganharam uma levada de pagode de viola. Além destas, o CD conta com faixas de Led Zeppelin, Beatles, Jimi Hendrix, Megadeth, Sepultura, Nirvana, Jethro Tull e Ozzy Osbourne executadas apenas com duas violas de forma instrumental. A faixa Aqualung, Jethro Tull, tem a participação do também violeiro Renato Caetano e Kaiowas, Sepultura, tem o palmeado e sapateado de catira de Edson Fontes dos grupos Os Favoritos da Catira e Matuto Moderno.

O CD foi masterizado no Abbey Road Studios em Londres, estúdio que gravou 90% da obra dos Beatles, Pink Floyd, Foo Fighters, Green Day. Produzido por Ricardo Vignini, lançado pelo selo Folguedo, que é exclusivamente dedicado a música de viola “Moda de Rock” tem a distribuição da Tratore.

Para 2012 está programado o lançamedo do primeiro DVD do “Moda de Rock” com as participações de Pepeu Gomes, Kiko Loureiro e Os Favoritos da Catira, as gravações aconteceram nos SESCs Pinheiros e Pompéia. E também a primeira turnê pela Europa.


Moda de Rock

Viola Extrema é o novo trabalho dos violeiros Ricardo Vignini e Zé Helder, dois dos principais expoentes da nova geração da viola brasilera..

O que torna o trabalho de Ricardo e Zé Helder diferente é que ao mesmo tempo que veneram Tião Carreiro, rendem homenagens a suas raízes no Rock’n Roll.

Ambos fazem parte do Matuto Moderno, uma banda que já toca o som caipira raiz com uma pegada rocker: viola com pedais de distorção, slide, teremim, o que puder ser utilizado para dar uma roupagem moderna e pessoal no som.
“Moda de Rock – Viola Extrema” é um resgate de suas origens roqueiras. Foram escolhidas músicas que fizeram parte da trajetória musical dos dois músicos. Uma forma de prestar homenagem aos artistas que os incentivaram a pegar o primeiro violão e dar os primeiros acordes e também para fazer um trabalho novo.

É também uma maneira de apresentar a viola, um dos instrumentos mais importantes da cultura brasileira á roqueiros, através de músicas já conhecidas por todos.

2010 | MODA DE ROCK

01. Kashimir | Led Zeppelin
02. Master of Puppets | Metallica
03. Norwegian Wood | This Bird Has Flown | The Beatles
04. In The Flesh | Pink Floyd
05. Kaiowas | Sepultura
06. May This Be Love | The Jimi Hendrix Experience
07. Aces High | Iron Maiden
08. Mr. Crowley | Ozzy Osbourne
09. Smell Like Teen Spirit | Nirvana
10. Hangar 18 | Megadeth
11. Aqualung | Jethro Tull

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Moda de Rock II

De certa maneira, Ricardo Vignini & Zé Helder formam uma dupla sertaneja. Só que os músicos, diplomados na escola do rock, seguem toada bem diversa da turma do sertanejo universitário. Em Moda de rock II (Folguedo / Tratore), álbum instrumental produzido por Vignini e lançado neste mês de janeiro de 2016 por via independente, a dupla de violeiros inventa mais moda - de (e com) viola, claro - e traz para o mundo caipira outras músicas associadas ao universo do rock.

Moda de rock II dá continuidade ao projeto idealizado em 2007 pelos violeiros - ambos egressos do grupo Matuto Moderno - e registrado em disco quatro anos depois com o lançamento de Moda de rock - Viola extrema (Independente, Tratore, 2011).

Conduzido pelo toque da viola caipira, Moda de rock II apresenta seleção de repertório que vai de sucessos do Queen (I want to break free - John Deacon, 1984) ao Dire Straits (a balada Why worry - Mark Knopfler, 1985), passando por clássicos das discografias de Iron Maiden (Wasted years - Adam Smith, 1986), Rolling Stones (Paint it black - Mick Jagger e Keith Richards, 1966) e Sepultura (Refuse / Resist - Andreas Kisser, Iggor Cavalera, Max Cavalera e Paulo Xisto Pinto Jr, 1993).

O toque virtuoso de Vignini e Helder valoriza o projeto.

2016 | MODA DE ROCK II

01. Refuse/Resist | Sepultura
02. Why Worry | Dire Straits
03. Fearless | Pink Floyd
04. Pant It, Black | The Rolling Stones
05. I Want to Break Free | Queen
06. Raining Blood | Slayer
07. Laguna Sunrise | Black Sabbath
08. Diary of Madman | Ozzy Osbourne
09. Thunderstruck | AC/DC
10. Fade to Black | Metallica
11. We Want the Airwaves | Ramones
12. Wasted Years | Iron Maiden

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Texto extraído do blog| Armazém do Rock Nacional

Black Mountain


O Black Mountain é uma banda canadense liderada por Stephen McBean e que tem no seu som elementos do folk rock e do stoner rock. O grupo faz uma espécie de revival do rock psicodélico dos anos 60/70 com pitadas de modernidade, sob influências de artistas como Neil Young, Led Zeppelin, The Doors, Jimi Hendrix, Pink Floyd, The Velvet Underground e Black Sabbath.

Além de Stephen McBean (vocais/guitarra), Amber Webber (vocais), Matt Camirand (baixo), Jeremy Schmidt (teclados) e Joshua Wells (bateria) integram o grupo.

2005 | BLACK MOUNTAIN

01. Modern Music
02. Don't Run Our Hearts Around
03. Druganaut
04. No Satisfaction
05. Set Us Free
06. No Hits
07. Heart Of Snow
08. Faulty Times

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2008 | IN THE FUTURE

01. Stormy High
02. Angels
03. Tyrants
04. Wucan
05. Stay Free
06. Queens Will Play
07. Evil Ways
08. Wild Wind
09. Bright Lights
10. Night Walks

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2010 | WILDERNESS HEART

01. The Hair Song
02. Old Fangs
03. Radiant Hearts
04. Rollercoaster
05. Let Spirits Ride
06. Buried By The Blues
07. The Way To Gone
08. Wilderness Heart
09. The Space Of Your Mind
10. Sadie

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2012 | YEAR ZERO
The Original Soundtrack


01. Phosphorescent Waves
02. Bright Lights
03. Mary Lou
04. Embrace Euphoria
05. Tyrants
06. Modern Music
07. In Sequence
08. Wilderness Heart
09. Breathe

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2016 | IV

01. Mothers Of The Sun
02. Florian Saucer Attack
03. Defector
04. You Can Dream
05. Constellations
06. Line Them All Up
07. Cemetery Breeding
08. (Over And Over) The Chain
09. Crucify Me
10. Space To Bakersfield

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Lonnie Liston Smith & The Cosmic Echoes


Lonnie Liston Smith, Jr. músico americano de jazz, soul e funk.

Já tocou com notáveis artistas do jazz como Pharoah Sanders e Miles Davis antes de formar a Lonnie Liston Smith & the Cosmic Echoes, gravando álbuns amplamente considerados clássicos dos gêneros fusion, quiet storm, smooth jazz and acid jazz.

1966 | SOULIN'

01. Expansions
02. Desert Nights
03. Summerdays
04. Voodoo Woman
05. Peace
06. Shadows
07. My Love

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Lou Rawls


Eu sinto falta de olhar para a capa de um disco e pensar: queria ser esse cara. Na verdade eu acho que quase nunca passei por isso, mas quando encaro a capa de Soulin’, acima, só um pensamento vem à mente: eu queria ser Lou Rawls.

Não o Lou jazzista de Stormy Monday (1962), álbum de estreia do cantor lançado pela Blue Note, onde ele brilhava com o seu vocal potente acompanhado pelo piano de Les McCann.

Pois apesar de Lou estar sempre imprimindo o seu passado gospel/soul em todas as suas canções, Stormy Monday é um disco mais frio e cool, enquanto Soulin’, lançado em 1966, é bem mais, obviamente, soul e com ótimas pitadas de jazz à Frank Sinatra. O início com “A Whole Lotta Love” e o hit “Love Is a Hurtin’ Thing” vêm com um vocal rasgado o suficiente para nos afundarmos no sofrimento amoroso de Lou e talvez por isso “So Hard to Laugh, So Easy to Cry” e “You’re the One” aparecem logo na sequência com um Lou encarnando Sinatra novamente.

Um resumo do que nos aguarda no restante do álbum, pois Soulin’ é uma constante alternância desses dois Lous. Em “Don’t Explain”, de Billie Holiday, ele se mostra mais cool e no controle, e “On a Clear Day” só poderia ser descrita com uma valsinha pelas ruas congeladas de Nova York, enquanto em “What Now My Love”, apesar do clima big band, e em “Breaking My Back”, a última, ele volta a trazer o coração mais pra boca e a vontade de ser esse baixinho olhando para trás com um fundo rosa avermelhado só fica mais forte ao fim do álbum.

Texto | Denis Fujito

1966 | SOULIN'

01. A Whole Lotta Woman
02. Love Is A Hurtin' Thing
03. So Hard To Laugh, So Easy To Cry
04. You're The One
05. Don't Explain
06. What Now My Love
07. Memory Lane
08. Old Man's Memories (Monologue)
09. It Was A Very Good Year
10. Growing Old Gracefully (Monologue)
11. Old Folks
12. Autumn Leaves
13. On A Clear Day (You Can See Forever)
14. Breaking My Back (Instead Of Using My Mind)

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Supertramp


Supertramp, banda britânica de rock progressivo que obteve grande sucesso nos anos 70 e início dos anos 80 e que venderam mais de 70 milhões de álbuns.

Patrocinado pelo milionário holandês Stanley August Miesegaes, o vocalista, pianista e ex-baterista Rick Davies pôs um anúncio no jornal Melody Maker em busca de integrantes para a formação do grupo, em agosto de 1969. Rick Davies então juntou-se aos músicos Roger Hodgson (vocal, guitarra e teclados), Richard Palmer (guitarra, balalaika e vocais) e Robert Millar (percussão e harmônica). A banda inicialmente chamava-se Daddy, tendo o nome posteriormente alterado para Supertramp, que ao pé da letra quer dizer "super andarilho", inspirado num livro de W.H. Davies, “The Autobiography of a Super-Tramp”.

O recém-batizado Supertramp foi um dos primeiros grupos de rock a assinar com A&M Records inglesa, e o primeiro álbum foi lançado em julho de 1970. Apesar das boas críticas, foi um fracasso comercial – tanto que só saiu oficialmente nos Estados Unidos em 1977. Richard Palmer, desgostoso, resolveu sair seis meses depois do lançamento do primeiro LP, e Robert Millar teve uma crise nervosa logo em seguida. Foram substituídos por Frank Farrell (baixo), Kevin Currie (bateria) e Dave Winthrop (flauta e saxofone).

O álbum com esta formação, Indelibly Stamped, enfim trazia as marcas registradas da banda: as harmonias vocais entre Davies e Hodgson, e solos de saxofone. Mas também foi um fracasso de vendas, o que fez com que Miesegaes retirasse o patrocínio. Novamente o grupo debandou, restando apenas Hodgson e Davies.

No final de 1972, convocaram o baixista Dougie Thomson, o baterista Bob Siebenberg (que era um americano vivendo ilegalmente na Inglaterra, daí seu pseudônimo “Bob C. Benberg”) e o homem que deu o toque final ao som do grupo, John Helliwell (saxofone e sopros em geral, vocais).Essa formação lançou Crime of The Century em 1974 e finalmente fez sucesso com “Dreamer”, “School”, “Bloody Well Right”, entre outros hits. O disco seguinte, Crisis? What Crisis?, de 1975, não foi tão bem nas vendas, mas Even in the Quietest Moments, de 1977, recolocou o Supertramp no topo das paradas musicais com “Give a Little Bit” e “Fool's Overture”. Breakfast in America, de 1979, trouxe mais sucessos ("The Logical Song", "Take the Long Way Home", "Goodbye Stranger", "Breakfast in America") e vendeu 18 milhões de cópias.

O ano de 1982 não foi bom para o grupo. Após tantos anos de sucesso, Roger Hodgson resolveu abandonar a banda após a turnê de …Famous Last Words…. Existem várias especulações sobre sua saída, e nenhuma delas convenceu na época. Alguns diziam que Hodgson se sentia musicalmente limitado (o que não se sustenta, já que seus discos solo são bem parecidos com o material habitual do Supertramp); até que, em uma entrevista, Hodgson revelou que deixou a banda porque sua esposa na época não se dava bem com a esposa de Rick Davies.

Davies resolveu manter o Supertramp na ativa com o álbum Brother Where You Bound, iniciado pelo single "Cannonball". A faixa título do álbum, de 16 minutos de duração, conta com a participação especial de David Gilmour, do Pink Floyd.Em 1996, Davies reformou o Supertramp com Helliwell, Siebenberg e Hart, mais alguns músicos de estúdio. Essa formação gravou o album de estudio Slow Motion em 2002, quando o grupo entra em hiato novamente, a despeito de uma nova e igualmente fracassada tentativa de voltar à ativa com Hodgson em 2005.

Em 2010 o Supertramp,reformado mais uma vez,entra em turnê para comemorar o 40 º aniversário do primeiro lançamento do grupo. Roger Hodgson, que não está incluído nesta turnê.

O tempo não tira o valor do que foi feito, embora o contexto de cada dia, mude a banda, Supertramp sempre terá o seu valor..

Texto | Wikipédia

1970 | SUPERTRAMP

01. Surely
02. It’s a Long Road
03. Aubade and I Am Not Like the Other Birds of Prey
04. Words Unspoken
05. Maybe I’m a Beggar
06. Home Again
07. Nothing to Show
08. Shadow Song
09. Try Again
10. Surely

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1970 | INDELIBLY STAMPED

01. Your Poppa Don’t Mind
02. Travelled
03. Rosie Had Everything Planned
04. Remember
05. Forever
06. Potter
07. Coming Home to See You
08. Times Have Changed
09. Friend in Need
10. Aries

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1974 | CRIME OF THE CENTURY

01. School
02. Bloody Well Right
03. Hide In Your Shell
04. Asylum
05. Dreamer
06. Rudy
07. If Everyone Was Listening
08. Crime of the Century

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1975 | CRISIS? WWHAT CRISIS?

01. Easy Does It
02. Sister Moonshine
03. Ain’t Nobody But Me
04. A Soapbox Opera
05. Another Man’s Woman
06. Lady
07. Poor Boy
08. Just a Normal Day
09. The Meaning
10. Two of Us

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1977 | EVEN IN THE QUIETEST MOMENTS

01. Give a Little Bit
02. Lover Boy
03. Even in the Quietest Moments
04. Downstream
05. Babaji
06. From Now On
07. Fool’s Overture


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1979 | BREAKFAST IN AMERICA

01. Gone Hollywood
02. The Logical Song
03. Goodbye Stranger
04. Breakfast in America
05. Oh Darling
06. Take the Long Way Home
07. Lord Is It Mine
08. Just Another Nervous Wreck
09. Casual Conversations
10. Child of Vision

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1980 | PARIS

CD 1
01. School
02. Ain’t Nobody But Me
03. The Logical Song
04. Bloody Well Right
05. Breakfast In America
06. You Started Laughing
07. Hide In Your Shell
08. From Now On

CD 2
01. Dreamer
02. Rudy
03. A Soapbox Opera
04. Asylum
05. Take the Long Way Home
06. Fool’s Overture
07. Two of Us
08. Crime Of The Century

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1982 | "...FAMOUS LAST WORDS..."

01. Crazy
02. Put on Your Old Brown Shoes
03. It’s Raining Again
04. Bonnie
05. Know Who You Are
06. My Kind of Lady
07. C’est le Bon
08. Waiting So Long
09. Don’t Leave Me Now

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1985 | BROTHER WERE YOU BOUND

01. Cannonball
02. Still in Love
03. No Inbetween
04. Better Days
05. Brother Where You Bound
06. Ever Open Door



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1987 | FREE AS A BIRD

01. It’s Alright
02. Not the Moment
03. It Doesn’t Matter
04. Where I Stand
05. Free as a Bird
06. I’m Beggin’ You
07. You Never Can Tell With Friends
08. Thing for You
09. An Awful Thing to Waste

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1988 | LIVE '88

01. You Started Laughing
02. It’s Alright
03. Not the Moment
04. Bloody Well Right
05. Breakfast In America
06. From Now On
07. Free As A Bird
08. Oh Darling
09. Just Another Nervous Wreck
10. The Logical Song
11. I’m Your Hoochie Cooche Man
12. Don’t You Lie To Me
13. Crime Of The Century

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1997 | SOME THINGS NEVER CHANGE

01. It’s a Hard World
02. You Win, I Lose
03. Get Your Act Together
04. Live to Love You
05. Some Things Never Change
06. Listen to Me Please
07. Sooner or Later
08. Help Me Down That Road
09. And the Light
10. Give Me a Chance
11. C’Est What?
12. Where There’s a Will

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2002 | SLOW MOTION

01. Slow Motion
02. Little By Little
03. Broken Hearted
04. Over You
05. Tenth Avenue Breakdown
06. A Sting in the Tail
07. Bee in Your Bonnet
08. Goldrush
09. Dead Man’s Blues

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2005 | RESPECTABLE - THE SUPERTRAMP ANTHOLOGY

CD 1
01. Surely
02. Your Poppa Don’t Mind
03. Land Ho
04. Summer Romance
05. School
06. Bloody Well Right
07. Dreamer
08. Rudy
09. Crime Of The Century
10. Sister Moonshine
11. Ain’t Nobody But Me
12. Lady
13. Two Of Us
14. Give A Little Bit
15. Downstream
16. Even In The Quietest Moments
17. From Now On

CD 2
01. Gone Hollywood
02. Logical Song
03. Goodbye Stranger
04. Breakfast In America
05. Oh Darling
06. Take The Long Way Home
07. You Started Laughing
08. It’s Raining Again
09. My Kind Of Lady
10. Don’t Leave Me Now
11. Cannonball
12. Free As A Bird
13. You Win I Lose
14. Another Man’s Woman
15. Over You

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Imelda May


“Uma coisa que me levou a conhecer diferentes estilos de música, aconteceu quando eu ainda era muito jovem, uma loja de discos local estava saindo do negócio e liquidando o estoque. Eu me lembro de ter ido lá, tinha uns 16 ou 17 anos provavelmente, e havia acabado de ganhar uma vitrola de presente. Foi como se tivesse acertado a sorte grande, todos aqueles discos por três libras cada! Uma oportunidade para descobrir outras coisas. Rapidamente notei aqueles discos da Chess, Ace e Capitol Records. Percebi que se eu comprasse aqueles, haveria uma boa chance de gostar deles. Então arrematei todos os discos daquelas gravadoras que consegui encontrar e aí acabei descobrindo um monte de bandas que eu adoro.”

Imelda Mary Higham nasceu em 10 de julho de 1974, na Irlanda, mas ficou conhecida como Imelda May. Antes de se casar com o guitarrista da sua banda, Darrel Higham, ela usava o nome de Imelda Clabby, com o qual lançou seu primeiro disco em 2003, No Turning Back, posteriormente relançado em 2007 com seu nome atual.

Influenciada por Elvis Presley, Billie Holiday e obviamente Wanda Jackson (a rainha do rockabilly), Imelda interpreta velhos clássicos do rock e composições próprias com a desenvoltura de uma veterana, usando suavidade nas baladas e agressividade nas músicas mais rápidas.

Tocando em pequenos clubes noturnos locais, a partir do lançamento do segundo disco, Love Tattoo (2008), sua vida profissional deu uma virada e as coisas começaram a acontecer, mesmo com pouco tempo de carreira ela já dividiu o palco com Alison Moyet, Dionne Warwick, Bryan Ferry, Anastasia, The Supremes, Sister Sledge, Scissor Sisters, The Dubliners, Madeleine Peyroux, Matt Bianco, Jools Holland, U2, Eric Clapton, Van Morrison e Jeff Beck.

Texto retirado do blog | Boogie Woody

2007 | NO TURNING BACK

01. Bom Sonho
02. Barcas
03. Cálculos Astronômicos
04. O Que Eu Quero É Você
05. Corpo Vadio
06. As Ruas
07. Balada
08. Linhas Esticadas
09. Nada
10. Novos Pesadelos
11. Madame Oráculo
12. Sofro
13. Diva

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Nau

Ja havia feito um power trio com Beto Birguer e ele ja havia tocado com a Vange Leonel que, diga-se de passagem, era uma gata e na época já cantava bem, além de ser bem maluquinha. Nos reunimos e mãos à obra. Nossa primeira gravacao foi uma música com letra de Fernando Pessoa (está no disco Nao Sao Paulo 2, lançado pela Baratos Afins). Montamos nosso repertório e em 6 meses comecamos a atacar em SP... Tocamos no Rose Bom Bom , Madame Satã , Any 44 , Teatro Lira Paulistana, etc, a energia do NAU teve uma super aceitação pela galera....A rádio 89 FM que era a rádio de rock de SP, pediu a nossa demo no ar, durante a programação.

Gravamos uma fita que o Skowa produziu num gravador cassete de 4 canais. Então passamos a tocar nossa demo na 89FM e na Fluminense FM (de Niterói) e em pouco tempo estavamos na Folha de São Paulo sendo anunciados como uma banda que valia apena ser conhecida, pesada e poética A gravadora independente Baratos Afins, o Luiz Calanca,ou será a mesma coisa, nos convidou para gravarmos duas músicas no segundo disco do projeto Não São Paulo. Gravamos Sofro e Madame Oraculo.

Em 1986 o nosso batera, Mauro Sanches, pegou epatite e foi temporariamente substituido pelo Danny, que era da banda Metrô e foi quem nos apresentou ao Maluly, produtor do RPM, do próprio Metro e surfista calhorda. Foi o cara certo, na hora certa, um super produtor. Gravamos baixo guitarra e bateria ao vivo, com altos amps e instrumentos, me lembro que colocamos órgão em algumas músicas, só que era na verdade um hammond, com 2 caixas leslee, duas toneladas carregadas pelo caminhao de mudanças...risos...Esse disco tem histórias hílarias, me lembro que liguei simultaneamente com um Jazz Chorus stereo, um fender antigo que aluguei do bluseiro André Cristovan, um marshall que ficava no talo em uma outra sala e mesmo assim nao prescisava de retorno (risos) e meu velho e bom politone numa caixa de 15, um grave lindo.Gravamos todos e só equalizamos mixando os amps gravados, quer dizer, todos. Ao invés de irmos no equalizador quando se queria grave, aumentavamos o canal do politone, quando se queria mais definicao no timbre, aumentavamos o fender, e chorus, o JC.

Nosso disco saiu e fomos lança no Rio. Sabem quem estava lá? Cazuza, Barão Vermelho e Ezequiel Neves. Piraram. Alias Cazuza sempre foi nosso fã número um, pelo menos para nós (risos), chegando a ir em um dos nossos shows no rio em cadeira de rodas. Fomos três vezes tocar no Rio e nas três estava ele lá.

Depois chegou o Plano Cruzado, o Brasil entrou na merda de novo e as gravadoras não queriam mais rock e veio a onda sertaneja. Que merda! A Revista Bizz quebrou, a CBS quebrou e nos continuamos a ver navios. Veio Collor e ai ja são outras histórias.

Nessa epoca havia duas categorias distintas de roqueiros....Os que ja haviam alcançaado a grana e o sucesso, caras como o RPM, Ultraje, Lobão, Paralamas, Titãs, Barão Vermelho (ainda com o Cazuza). E os que vinham com propostas novas como Gueto, Akira S, Mercenarias, Violeta de Outono e Nau. O Nau, o Gueto e o Violeta de Outono foram parar cada um numa gravadora major, mas deram o azar de chegarem lá exatamente no momento em que o rock nacional deixava de ser prioridade.

O Nau chegou a gravar material para o segundo disco, com algumas faixas divulgadas na 89 FM*, durante o programa Dubalacobaco, que na época ia ao ar das seis às sete da noite com o Everson e o Zé Luiz, e ainda havia esperança que alguma gravadora topasse lançar o disco, coisa que não aconteceu. A banda logo depois acabou e cada um foi para o seu lado com a Vange partindo em carreira solo que durou três discos.

Texto por Zique, guitarrista da banda Nau, com complementos de Valdir Antonelli.

1987 | NAU

01. Bom Sonho
02. Barcas
03. Cálculos Astronômicos
04. O Que Eu Quero É Você
05. Corpo Vadio
06. As Ruas
07. Balada
08. Linhas Esticadas
09. Nada
10. Novos Pesadelos
11. Madame Oráculo
12. Sofro
13. Diva

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Kokolo Afrobeat Orchestra


Kokolo, conhecido também como Kokolo Afrobeat Orchestra, é uma banda de Afrobeat nascido no bairro ‘Lower East Side’ de Nova Iorque, e fundado por compositor/produtor Ray Lugo.

Junto com The Daktaris e Antibalas, Kokolo ergueu a cena de Afrobeat em Nova Iorque que diante precipitou a renascença do gênero musical em nível mundial.

Concebido inicialmente como um conjunto tradicional de Afrobeat, Kokolo logo desenvolveu um som incisivo, e nos shows a banda costuma a tocar mais rápido e com mais energia de que seus contemporâneos. Kokolo também vem mostrando a habilidade de expandir seu estilo e incorporar influências de vários outros gêneros. Embora Kokolo cante principalmente em inglês, eles já lançaram algumas canções com letras em espanhol e português.

A primeira reação dos críticos ao Fuss And Fight [primeiro álbum da banda] foi negativa. Acostumados com réplicas de Féla Kuti, puristas desconfiavam do som de Kokolo por ser radical demais dentro do padrão de Afrobeat. Mesmo decepcionados com essa recepção tépida, o Lugo resolveu compor o segundo álbum da banda durante um estádio em Amsterdam em 2003, resgatando as ideias e críticas apenas daqueles críticos cujas opiniões ele respeitava, para no fim construir um som ainda mais original.

O resultado foi o aclamado More Consideration, com arranjos mais complicados e composições sofisticadas.

A recepção entusiástica ao More Consideration permitiu que a banda alcançasse novos setores do público e tocasse em alguns dos palcos mais prestigiosos do mundo, inclusive no palco principal do Montreal Jazz Festival, Glastonbury Festival e muitos outros. Também nessa época, a banda começou a experimentar remixes de músicas originais, algo que era visto como tabu por algumas pessoas, mas que na opinião da banda poderia levar a música deles para novos públicos.

Texto | Wikipédia

2004 | MORE CONSIDERATION

01. Mister Sinister
02. Mama Don't Want No Gun
03. Everybody
04. Root To The Fruit
05. Late Night Closed Eyes
06. More Consideration
07. Democrazy
08. Trouble Come Trouble Go
09. Candela
10. Gimme Yaya
11. Candela
12. Late Night Closed Eyes

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Nick Drake


:: A sensibilidade de Nick Drake ::

Por: Jonas Lopes

Existem alguns artistas que, curiosamente, não conseguem atingir um nível grande de sucesso comercial no seu auge, mas que décadas depois tem seu talento reconhecido, idolatrado e imitado. Velvet Underground, Big Star e Syd Barrett fazem parte deste seleto grupo, entre muitos. Outro ícone cult é o genial Nick Drake. Apesar de não ter vendido quase nada em sua curta carreira, é hoje referência para vários artistas e amado pelas novas gerações, vide talentos atuais como Neil Halstead e Duncan Sheik. Dono de uma discografia perfeita e de uma vida curta, Drake provoca arrepios em qualquer um que tenha um coração batendo no peito.

Nicholas Rodney Drake nasceu a 19 de junho de 1948, em Ragoon, Birmânia, onde seu pai Rodney trabalhava desde o nascimento de sua filha mais velha, Gabrielle, que, por sua vez, nasceu na Índia. E foi também na Índia que os pais de Nick se conheceram. A família Drake voltou à Inglaterra em 1952 fixando-se em Tanworth-In-Arden, ao sul de Birmigham. O principal motivo era o problema de coração de Rodney, agravado no clima tropical da residência anterior. A família permaneceu em Tanworth-In-Arden por mais de 40 anos vivendo numa bela e grande casa de tijolos que na parte de trás continha um jardim que se estendia até uma colina.

Desde pequeno Nick teve muito contato com a música, principalmente por causa de sua mãe que era cantora e o incentivou a aprender piano. Em 1961 entrou para Marlborough, uma das mais respeitadas escolas de música da Inglaterra. Ali se destacou no coral e aprendeu a tocar instrumentos como clarinete e sax alto. Mas o que realmente lhe encantou foi o violão.

Fã de artistas como Bob Dylan e Beatles, em pouco tempo já tocava infinitamente melhor do que o rapaz que lhe ensinou. Com seu porte físico avantajado (1,92 metros de altura) foi escolhido capitão da equipe de rugby e era descrito pelos seus colegas como ‘tímido e feliz’. Mas Nick ainda era bastante introspectivo. Ele se relacionava pouco com outras pessoas, até mesmo com mulheres, o que até hoje gera polêmica sobre sua sexualidade (apesar da lenda de que pouco antes de morrer ele tenha tido um caso com a cantora francesa Françoise Hardy). Nick ficou em Marlborough até 66 quando começou a viajar com amigos por países como França e Marrocos. Neste último, em uma das inúmeras lendas que envolvem sua vida, diz-se que Nick encontrou os Rolling Stones, com quem teve uma viagem de LSD.


Em 1967 retornou a Inglaterra passando um tempo na casa da irmã Gabrielle até se mudar para Cambridge onde foi estudar literatura. Nesse período começou a dedicar quase todo o tempo à música, poesia francesa e ao haxixe, o que pode ter lhe causado esquizofrenia. Já tinha um bom número de canções que tocava para os amigos sempre impressionados com a boa qualidade do repertório. Um dia resolveu procurar o estudante de música Robert Kirby. Influenciados pelo trabalho de George Martin e os Beatles em canções como “Yesterday” e “Eleanor Rigby”, passaram a fazer arranjos de voz e cordas para as músicas. No final de 68, Nick se apresentou num festival folk anti-guerra e acabou impressionando Ashley Hutchings, baixista do grupo inglês Fairport Convention, que o recomendou para o consagrado produtor folk Joe Boyd. “Você deve ligar para Nick Drake”, disse Ashley a Boyd. O produtor ligou e se encontrou com o músico. Logo percebeu que suas canções eram especiais e convidou o cantor para gravar um disco. Não recebeu uma resposta segura, mas era uma resposta: “Ah, bem, ok”. Foi assinado então um contrato com a Island Records, através de um pequeno selo, Hannibal. E Nick largou os estudos em Cambridge.

As gravações iniciais de “Five Leaves Left”, seu primeiro disco, não foram tão satisfatórias. Ele não estava gostando dos arranjos e resolveu chamar Robert Kirby, seu amigo de Cambridge, para trabalhar nas canções. A primeira foi “Way To Blue” que acabou assustando Boyd e John Wood, engenheiro de som, por não ter violão. Seria apenas a voz de Nick e um duplo quarteto de cordas. Boyd relatou: “E eu acho que eles estiveram ensaiando isso, mas John estava ligando e posicionando os microfones e eu pensei: Bem, não vou me preocupar até tudo acontecer. E então John ouviria uma - sabe, as violas, os cellos - e ouvir esse tipo de linhas intrigantes, e eu estava ficando cada vez mais impaciente; e eu lembro de John ter sido ríspido comigo porque eu disse: Vamos lá, eu quero ouvir a coisa toda. Ele disse ‘Seja paciente’. E então finalmente todos os microfones começaram a funcionar e nós ouvimos Nick cantando. Olhamos um para o outro e dizendo: Isso é demais. Isso é maravilhoso. Nós estávamos absolutamente atônitos”.

Os trabalhos duraram alguns meses e havia uma canção que merecia um som especial, “River Man”. Nick queria que essa música tivesse eco de seus compositores clássicos favoritos. Kirby admitiu que não estava a altura dos anseios de Drake e Boyd contatou o arranjador Harry Robinson. “River Man” foi gravada ao vivo: voz, violão e orquestra. “Five Leaves Left” saiu em setembro de 1969 causando surpresa em Gabrielle Drake que não sabia que seu irmão já havia chegado a um estágio tão alto. O disco foi bastante elogiado pela crítica, mas não vendeu bem. Nick fez poucos shows. Não gostava deles. Era tímido e não conseguia ser simpático com a platéia. Além disso, suas canções eram complexas demais para serem tocadas em arranjos muito simples.

Em busca de sucesso e reconhecimento como artista Nicholas deixou Cambridge e se mudou pra Londres, onde nunca teve endereço fixo. Morou em vários apartamentos, todos sem mobília, com caixas de leite espalhadas pelo chão e um violão encostado na parede. Nessa época compôs as canções de seu segundo disco, “Bryter Layter”, que levou 9 meses para ficar pronto. Era ainda mais sofisticado que o anterior, com instrumentos como flauta, cravo e naipe de metais. Porém era um disco mais alegre. Contou com algumas participações especiais: o pianista Chris McGregor registrou um solo perfeito na jazzística “Poor Boy” e o ex-Velvet John Cale, que tinha se apaixonado pelo primeiro disco de Nick, fez questão de tocar no álbum. Cale tocou cravo e órgão hammond nas duas mais belas canções de “Bryter Layter”: “Fly” e a sublime “Northern Sky”.

Se esperava muito sucesso de “Bryter Layter”, o que acabou não acontecendo. Isso deprimiu Nick de forma devastadora. A gravadora, entretanto, estava satisfeita com as 15 mil cópias vendidas. Nick fez ainda menos shows que na turnê anterior e deu sua primeira entrevista, que acabou sendo um fracasso. Nela Drake depreciava o disco e se dizia pouco seguro para enfrentar o palco.


O cantor foi ficando cada vez mais retraído. Doenças físicas, como uma pedra no rim, surgiram causando muita dor. Às vezes desaparecia sem dar notícias e seus pais tinham que ir a Londres procurá-lo. Nick se consultou algumas vezes com um psiquiatra que lhe receitou três anti-depressivos diferentes. Segundo o médico, era um caso de depressão interna sem fatores externos concretos. O dono da Island, Chris Blackwell, então lhe emprestou seu apartamento na costa espanhola, onde Drake passou algumas semanas. Voltou se sentindo melhor e querendo gravar um novo disco. Entrou no estúdio com John Wood e em duas noites gravou “Pink Moon”, seu disco mais triste e simples, contendo arranjos compostos apenas por voz e violão, além de um piano ocasional.

“Pink Moon” vendeu ainda menos que os antecessores e Drake acabou voltando a morar na casa de seus pais em Tanworth-In-Arden. Quando se sentia melhor viajava a Londres. Numa crise chegou a ficar um mês e meio internado numa clínica devido à depressão que o impedia de andar e falar. O cantor jogava a culpa de seu fracasso comercial em Joe Boyd: “Um dia em Londres, o meu telefone toca e era Nick, em um telefone público, e ele estava muito agitado querendo falar comigo. E eu disse: ‘Ok, venha’. E ele veio. Ele parecia terrível: seu cabelo estava sujo, a barba por fazer e as unhas também sujas. E ele usava um casaco gasto. Estava meio inseguro, muito nervoso. Sentou e imediatamente começou a falar da sua carreira, sobre dinheiro e era basicamente acusador. Dizia: ‘Você disse que eu sou bom, mas ninguém me conhece, ninguém compra os meus discos. Eu não entendo. O que está errado? De quem é a culpa?’. Ele estava zangado. Eu tentei explicar que não há garantias - que você pode fazer um grande disco e que às vezes ele não vende”.

Com o fracasso na carreira de músico começou a trabalhar como programador de computadores, emprego que seu pai lhe conseguiu. No começo de 1974 entrou em estúdio novamente, mas acabou abortando o que seria seu quarto disco por não estar feliz com os resultados. Nesse ano também morou na França por alguns meses com uns amigos em uma casa-barco. Na noite de 24 de novembro, o inevitável.

Nick foi dormir mais cedo que o normal. Costumava ter noites ruins e aparentemente levantou no meio da madrugada para tomar suas pílulas de Tryptzol. Na manhã seguinte, foi encontrado atravessado na cama por sua mãe com vários discos espalhados no chão. No prato do som, um dos concertos de Bach. Estava morto. Sua morte aconteceu por volta de 6 da manhã por overdose de Tryptzol. Até hoje se discute se foi acidental ou se ele realmente quis se suicidar. A primeira corrente consiste numa parada cardíaca causada pelo antidepressivo. A família afirma que ele estava mais feliz na época de sua morte e que não se mataria. Entretanto, o juiz que investigou o caso afirmou que foi suicídio. Nick Drake está enterrado em um cemitério de Tanworth-In-Arden.

Mais importante do que discutir se sua morte foi proposital ou não é se deliciar com sua música, essa sim perfeita. Fiquemos com sua sensibilidade, sutileza e maestria. Até porque emocionar de verdade não é pra qualquer um.

FIVE LEAVES LEFT (1969)
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Uma das melhores estréias já gravadas. Arranjos orquestrados e complexos em uma mistura de folk com música clássica. Mesmo com a pouquíssima idade (21 anos) Drake já mostrava ser um grande poeta (”Fruit Tree” comprova isso). Um clima triste e bucólico acompanha clássicos como “River Man”, “Way To Blue” e “Time Has Told Me”. Simplesmente perfeito.

BRYTER LAYTER (1970)
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Bem mais alegre que a estréia, “Bryter Layter” era ainda mais detalhado que o primeiro disco. Introduzindo instrumentos de sopro às melodias, Drake antecipava em quase 30 anos aquilo que o Belle & Sebastian viria a fazer no fim da década de 90. “Northern Sky” é, provavelmente, a mais bela e apaixonada canção de amor já composta.

PINK MOON (1972)
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Já tomado pela depressão que o levaria à morte pouco tempo depois, Nick radicalizou e gravou o disco sozinho, fazendo apenas voz e violão, com um piano tímido na faixa que dá título ao disco (e que em 2000 foi utilizada numa propaganda da Volkswagen, fazendo ressurgir o culto ao cantor). “Place To Be” demonstrava bem o espírito atormentado de Drake.

TIME OF NO REPLY (1986)
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São 14 faixas, 10 delas inéditas. Brilham as inéditas “Clothes of Sand” e a orquestrada “I Was Made To Love Magic” que caberia perfeitamente em “Five Leaves Left”. Despidas de produção e amparadas apenas na beleza do violão, “Man In Shed”, “Mayfair” e “Fly” (está última resgatada de um sessão caseira em 1969) surgem tão belas quanto as versões originais. Outro ponto alto é a delicada versão de “The Thoughts Of Mary Jane” com o auxílio da guitarra de Richard Thompson.