Crosby, Stills, Nash & Young | Déjà vu


"A gente achava que podia mudar o mundo."
Graham Nash, 2002


Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Para seu segundo álbum, David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash chamaram o amigo Neil Young, discípulo do Buffalo Springfield, que tinha acabado de lançar After The Gold Rush, um de seus trabalhos mais importantes.

Foram quase 800 horas de gravação, em circunstâncias nada auspiciosas. A namorada de Crosby, tinha morrido num acidente de carro em setembro de 1969 - e ele não se recuperou, buscando consolo na heroína. Bebidas e cocaína abundavam no estúdio; o grupo brigava o tempo inteiro - o bem-humorado Young vivia ausente - e Nash foi forçado a assumir o papel de pacificador. De algum jeito, eles acabaram fazendo uma obra-prima que captou o espírito da cultura da Costa Oeste dos Estados Unidos no início dos anos 70.

"Carry On" - como "Suite: Judy Blues", do álbum de estréia do CSN, em 1969 - é uma maravilha camaleônica, com harmonias arrepiantes, uma das melhores músicas já feitas para curar a ressaca na manhã de domingo. "Our House" e "Teach Your Children" comprovam o dom de Nash para fazer melodias simples e cativantes. "Almost Cut My Hair" traz Crosby em sua luta contra o autoritarismo, com sua voz gutural em contraponto às harmonias vocais puras, características do grupo. A majestosa "Helpless" é a homenagem de Young aos amplos espaços abertos de seu Canadá natal, enquanto "Country Girl" é uma peça admirável, com arranjos ambiciosos.

Com seus vocais incomparáveis, sua dinâmica musicalidade e a perfeita carpintaria das canções, não é de admirar que o álbum tenha sido catapultado ao primeiro lugar nos Estados Unidos.

1970 | DÉJÀ VU

01. Carry On
02. Teach Your Children
03. Almost Cut My Hair
04. Helpless
05. Woodstock
06. Deja Vu
07. Our House
08. 4 + 20
09. Country Girl
a. Whiskey Boot Hill
b. Down, Down, Down
c. Country Girl (I Think You’re Pretty)
10. Everybody I Love You

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David Bowie | A Trilogia de Berlim


Enquanto viveu na Alemanha, Bowie gravou três dos mais importantes discos de sua carreira.


A Trilogia de Berlim reúne os três discos que David Bowie gravou enquanto vivia na capital alemã. Ele trocou a Inglaterra e os EUA por Berlim para tentar se afastar das drogas, e também pelo interesse crescente pela música pré-eletrônica que então vinha sendo produzida no país (Kraftwerk, kraut rock, Neu!, Conny Plank). Lá, dividiu um apartamento com seu amigo Iggy Pop - outro que também precisava de "novos ares'.

Foi em Berlim que Bowie produziu juntamente com Tony Visconti e Brian Eno três álbuns clássicos de sua discografia: Low (77), "Heroes" (77) e Lodger (79). Durante este período extremamente fértil, ajudou Iggy a gravar seus dois primeiros discos solo (The Idiot e Lust For Life) e também excursionou com o cantor pela Europa e pelos EUA como seu tecladista e backing vocal em 1977. De todos os álbuns, apenas "Heroes" foi totalmente gravado na cidade, mas o termo "trilogia de Berlim" é usado pelo próprio Bowie para descrever esta época.

Esta transformação artística de Bowie já dava seus primeiros passos no álbum que precedeu a trilogia (Station To Station, 1976), onde seu novo personagem, o Thin White Duke (cujo nome "coincidentemente" era o alter-ego ideal para esta época cocainômana), desfilava influências do kraut rock aliados ao soul/funk de sua fase pós Ziggy Stardust/Alladin Sane.

(Nota: quem quiser conhecer a fundo esse período na carreira de Bowie pode comprar o livro Bowie in Berlin: A New Career in a New Town de Thomas Jerome Seabrook, ou o documentáro Under Review 1976-79 - The Berlin Trilogy que reúne entrevistas e vídeos raros desta fase, intercalados por críticas de especialistas). Vamos aos discos.

1977 | LOW | DOWNLOAD

"Sem o disco Low, nós não teríamos o Joy Division, o Human League, o Cabaret Voltaire e muito menos o Arcade Fire. A lenda ainda vive", profetiza um crítico do site Pitchfork Media.

A melhor forma de ouvir Low é em sua versão original, em vinil, dada a diferença de sonoridades e enfoque de cada lado do disco: o lado A é formado por canções pequenas e fragmentadas com influências que precediam o electro, o punk rock e a new wave, enquanto o lado B é composto apenas por longas faixas instrumentais - e é neste lado que o dedo mágico de Eno pesa mais forte.

Os vocais de Bowie ainda sentem os abusos cometidos por ele em seu até então recente vício em cocaína, e soam como gelo seco - o que não deixa ofuscar o brilho de canções como "Always Crashing in the Same Car" e "Be My Wife", dois grandes petardos de sua carreira. Low também acerta em cheio em outras faixas hoje consideradas clássicas como "Sound + Vision" e "Breaking Glass".

Embora requeira um audição mais cuidadosa, o lado B de Low mostra um Bowie amadurecido e ávido por mudanças. "Art Decade" e "Weeping Wall" são pura improvisação jazzy mesclada com os experimentos ambient de Eno, enquanto "Warszawa" explora a sensação vazia que Bowie sentiu ao visitar a cidade de Varsóvia em 1973 - sentimento este que percorre todo o disco, que se chamou Low justamente por causa dos altos e baixos que o músico sentia longe das drogas durante a gravação do mesmo.

Embora o álbum seguinte seja considerado pela maioria como o ápice da fase alemã de Bowie, este é um trabalho que merece todo o respeito, e sua experiência permanece atual.

1977 | "HEROES" | DOWNLOAD

O segundo álbum da trilogia é o que mais tem a cara da cidade, dividida em dois por um opressivo muro. Faixas como "Joe the Lion", "Beauty and the Beast" e "The Secret Life of Arabia" são, no mínimo, pontos altos de sua carreira.

Não há como ignorar uma faixa como "Heroes", uma de suas melhores criações até hoje. A velha história de dois jovens que se amam e que se encontrar através do muro de Berlim ganha força especial na voz desesperada e apaixonada de Bowie: a frase "nós podemos ser heróis, nem que seja por apenas um dia" resume tudo. Esta canção histórica ganhou várias versões ao longo dos anos, em especial a cantada por Debbie Harry e seu grupo Blondie.

O álbum possui algumas faixas instrumentais como "Sense of Doubt" e "Neuköln", ambas com um clima mais introspectivo e de guerra-fria, mas o restante do álbum projeta uma atitude muito mais positivista e esperançosa do que Low. "V2-Schneider" é uma bem humorada homenagem à Florian Schneider, um dos líderes do Kraftwerk. A faixa é marcada pelo saxofone intencionalmente fora de ritmo de Bowie, que começou a tocá-lo na hora errada mas, gostando do resultado final, resolveu continuar assim mesmo.

Um dado interessante é que o próprio Kraftwerk fez uma homenagem à dupla Bowie/Iggy em um de seus maiores clássicos, a faixa "Trans-Europe Express" (77), onde eles declamam os versos "From station to station / back to Düsseldorf City / Meet Iggy Pop and David Bowie".

Várias faixas de "Heroes" foram incluídas no filme Christianne F. (77), com Bowie interpretando ele mesmo na película. O compositor Phillip Glass recriou "Heroes" e Low com músicos de uma orquesta americana nos anos 90 em seus álbuns Heroes Symphony e Low Symphony.

Bowie conta que o nome do disco é escrito entre aspas para dar ênfase à ironia existente no conceito do que é heroismo.

1979 | LODGER | DOWNLOAD

O último álbum da trilogia foi gravado parte na Suíça, parte em Nova Iorque e tem uma sonoridade mais acessível dos que os outros dois, sem grandes viagens instrumentais e com uma veia pop bem mais carregada - ainda que sem perder o experimentalismo. Na época foi recebido friamente pela crítica e fez menos sucesso que Low e "Heroes", e hoje em dia é considerado um dos álbuns mais injustiçados do músico.

E não é pra menos: só a faixa "Boys Keep Swinging" (devidamente acompanhada do clipe em que Bowie aparecia "contracenando" com três hilárias personas-bowiescas travestidas) já vale metade do álbum, resgatando suas idéias sobre sexualidade e gênero de álbuns anteriores. Na mesma linha rocker, chega "Look Back In Anger", outro grande trabalho.

Lodger também tem aventureira e exótica, puxada por faixas como "African Night Flight" e "Yassassin (Turkish for Long Live)". A faixa "DJ" era uma bem humorada crítica ao universo dos disc-jockeys, e seu vídeo, dirigido por David Mallet (grande favorito de Bowie, trabalhando com ele em diversos outros) trazia o músico destruindo um estúdio de gravação.

Apesar de completar 30 anos, a trilogia berlinense causou efeitos em todas as gerações seguintes de músicos que escutaram estes discos, e até hoje se mostra relevante. Seja tirando experiências da própria vida que Bowie levava na época (a luta contra as drogas e a canalização do vício para uma produção criativa - crises tão comuns e viscerais) ou como influência sonora (sua esperta mistura de gêneros e sua vontade de brincar como experimentalismo), Low, "Heroes" e Lodger formam uma verdadeira trinca de ouro da música moderna que continuará inspirando músicos e artistas por muito tempo.

Por | Alisson Gøthz

Os Megatons

OS MEGATONS
1967 | Single
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Gravado pelo grupo paulista Os Megatons, o compacto com as músicas 'Cuidado' e 'Só Penso em Meu Bem', é um dos mais raros e legais disquinhosda história do rock nacional. As duas canções talvez sejam a versão mais bem resolvida e elegante da fusão da Jovem Guarda com a sonoridades 'beatle' que proliferaram naquele momento.

Escritas por Marcos Roberto & Dori Edson e Henrique Adriani, respectivamente, as músicas apresentam uma levada rítmica empolgante, remetendo à 'era Revolver'. O compacto foi lançado em 1967, pela gravadora Mocambo/Rozenblit.

Influenciados por Byrds, além dos Beatles, Os Megatons era liderado pela dupla Joe Primo Mareschi e Wagner Benatti, autor de 'O Tijolinho', clássico da Jovem Guarda, gravada por Bobby De Carlo – também integravam o grupo Edgard, Renan, Arnaldo e Luizinho.

Com o fim do grupo, no final dos anos sessenta, Wagner Benatti passou a integrar o grupo Pholhas. Nos anos oitenta, ele ainda também fez parte, paralelamente, do Cokeluxe, banda de rockabilly liderada por Eddy Teddy.

Além deste compacto, Os Megatons gravou mais dois compactos 'Tarzan/Viajando' (1966) e 'Meu Machucadinho/Nelma' (1967), e um LP de música instrumental, anterior à fase vocal. Em 1967, o grupo acompanhou Bobby De Carlo na gravação de seu álbum de estréia, com a dupla Mareschi/Benatti contribuindo com algumas composições, além de 'O Tijolinho'.

No final da carreira, a banda estava ironicamente preparando a gravação de um LP que, infelizmente, não chegou a ser concluído.

George Harrison | All Things Must Pass


All Things Must Pass, primeiro álbum solo de George Harrison, e o primeiro após a separação da sua antiga banda. Foi também o primeiro álbum triplo a ser lançado por um único artista. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

Lançado em 1970, o álbum é considerado por muitos críticos de música como o melhor trabalho solo de George Harrison e um dos melhores trabalhos solo de um ex-beatle.

A maioria das músicas foram escritas ainda na época dos Beatles, porém, acabaram não sendo aproveitadas. Chegou ao primeiro lugar nas paradas nos EUA e continha a música "My Sweet Lord", que também chegaria ao topo das paradas. Além desta, "What's Life" chegou ao 10º lugar. Continha ainda "I'd Had You Anytime" (composta com Bob Dylan), "Isn't a Pitty", "Wah-Wah" e a faixa título se destacam.

George Harrison tinha várias canções escritas que ele não havia conseguido colocar nos álbuns dos Beatles, considerando que elas disputavam espaço com as composições de Lennon e McCartney. George guardou as canções e, com o fim dos Beatles em 1970, acabou lançando-as em sua carreira solo.

Gravado entre maio e setembro de 1970, George convidou grandes amigos para participarem do álbum, entre eles Eric Clapton, o ex-beatle Ringo Starr, Bob Dylan, Billy Preston, Peter Frampton, membros da banda Badfinger e Phil Collins. O álbum foi lançado no mês de novembro.

O single principal de All Things Must Pass foi "My Sweet Lord", que se converteu logo em um grande êxito, alcançando o primeiro posto das paradas de sucesso a nível mundial e perdendo uma posterior pedido por suposto plágio da canção "He's So Fine" do grupo The Chiffons. Um juiz alegou que Harrison havia plagiado de forma não intencional a primeira canção, o que deu a George o argumento para escrever uma canção chamada "This Song" gozando do processo judicial. O álbum alcançou o quarto posto nas paradas britânicas e passou sete semanas em primeiro lugar nas norte-americanas, ganhando seis álbuns de platina. Em 2001, foi lançada uma edição remasterizada do álbum contendo uma nova versão para "My Sweet Lord".

1970 | ALL THINGS MUST PASS

CD 1
01. I'd Have You Anytime
02. My Sweet Lord
03. Wah-Wah
04. Isn't It A Pity (Version 1)
05. What Is Life
06. If Not For You
07. Behind That Locked Door
08. Let It Down
09. Run Of The Mill
10. I Live For you
11. Beware Of Darkness
12. Let It down
13. What Is Life
14. My Sweet Lord (New Version)

CD 2
01. Beware Of Darkness
02. Apple Scruffs
03. Ballad Of Sir Frankie Crisp (Let It Roll)
04. Awaiting On You All
05. All Things Must Pass
06. I Dig Love
07. Art Of Dying
08. Isn't It A Pity (Version 2)
09. Hear Me Lord
10. It's Johnny's Birthday
11. Plug Me In
12. I Remember Jeep
13. Thanks For The Pepperoni
14. Out Of The Blue

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Ceumar

"Meu nome é Ceumar, nome inventado pela minha mãe. Já vi homem com este nome, também vi escrito com L no meio. Com S eu não conto, não tem o sentido de firmamento. Meu objetivo na vida é ser tão simples como são o céu nosso de todo dia e o mar que a gente vai curtir no verão. Mesmo que a natureza vá variando à seu gosto, o céu e o mar estão sempre no lugar... A música, pra mim, às vezes é barco, às vezes asa-delta, e faz da vida um deleite!!"

Em um mercado viciado em clonar produtos de sucesso Ceumar é uma bem vinda estranha no ninho. Sua voz especialíssima é digital própria, personalíssima, aliada uma escolha criteriosa especial; não tem igual. Agora, em seu quarto trabalho e nove anos depois de sua estréia fonográfica, Ceumar mostra que além de intérprete especial também é (ótima) compositora.

Ceumar vem de Minas Gerais. E essa informação, mais do que localizar geograficamente, diz muito sobre sua música e seu jeito de criar/cantar. Em São Paulo encontrou afinidades artísticas com Zeca Baleiro (produtor de seu primeiro trabalho), Dante Ozzetti, Gero Camilo e Kléber Albuquerque entre outros. Por aí ficam as dicas das intenções artísticas da cantora. Mas para entender a mágica da música de Ceumar precisa (e deve, por deleite) conhecer, ouvir, mergulhar nesse universo só dela.

A música de Ceumar tem um lado lúdico, repleto de sutilezas próprias da grande artista; brincadeira de gente grande que sabe ser simples e sofisticada ao mesmo tempo.

por: Beto Feitosa

1999 | DINDINHA

01. Dindinha
02. Banzo
03. Galope Rasante
04. Cantiga
05. Maldito Costume
06. As Perigosas
07. Boi de Haxixe
08. Rosa Maria
09. Geofrey, A Lenda do Ginete
10. Gírias do Norte
11. Pecadinhos
12. Olha Pro Céu
13. Let It Grow

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2003 | SEMPRE VIVA

01. Prenda Minha
02. Boca Da Noite
03. O Seu Olhar
04. Parede-Meia
05. Outra Era
06. Avesso
07. Joelmir Betting, A Canção
08. Onde Qué
09. Lá
10. Vira Lixo
11. Maravia
12. São Genésio
13. Rãzinha Blues

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2006 | ACHOU!
com Dante Ozzetti

01. Prá Lá
02. Partidão
03. Achou!
04. Alguém Total
05. Alto Mar
06. Parei Querer
07. Parte B
08. Saia Azul
09. Visões
10. A Tardinha
11. Praga
12. Lenha na Quentura

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2009 | MEU NOME

01. Reinvento
02. Parque da Paz
03. Planeta Coração
04. Nariz do Palhaço
05. Jabuticaba Madura
06. Samba Prá Fabi
07. Gira de Meninos
08. Oiá
09. Mãe
10. Meu Mundo
11. Nada Combinado
12. Mochilinha de Porquês
13. Um Dia de Chuva
14. Dança
15. Meio Bossa
16. Feliz e Triste
17. Oração do Anjo
18. A Comadre
19. Maracatubarão
20. Ciranda

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2010 | LIVE IN AMSTERDAM

01. Oração do Anjo
02. Banzo
03. Dindinha
04. Iá Iá
05. Jabuticaba Madura
06. Pecadinhos
07. Dança
08. Gírias do Norte
09. Gira de Meninos
10. Applause

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2014 | SILENCIA

01. Rio Verde
02. Liberdade
03. Encantos de Sereia
04. Chora Cavaquinho
05. Penhor
06. Levitando
07. Engasga Gato
08. Justo
09. Segura O Coco
10. Quem É Ninguém
11. Navegador
12. Turbilhão
13. Silencia

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Morphine


Morphine é uma banda alternativa de Massachussets. ‘Morphine’ é uma raridade. Em vez de riffs de guitarra, o trio conta com o vocal e o baixo de Mark Sandman, o saxofone de Dana Colley e a bateria de Billy Conway. ‘Morphine’ é representante do gênero ‘low rock’ lançado por Mark Sandman em 1980, que combina blues e elementos de jazz com os mais tradicionais arranjos de rock, dando à banda um som incomum.

1992 | GOOD | DOWNLOAD

A guitarra é, de fato, ausente, e o som é minimalista. No entanto, a revista ‘Rolling Stone’ descreve o som como ‘um blues urbano dos anos cinquenta de Muddy Waters e John Lee Hooker e uma dose saudável de rockabilly’. A primeira banda de ‘low rock’ foi ‘Hypnosonics’ composta por Sandman e os saxofonistas Russ Gershon e Dana Colley.

Outra banda pioneira do ‘low rock’ foi ‘Treat Her Right’, também composta por Sandman. Mas, foi ‘Morphine’ que definiu o gênero.

1993 - CURE FOR PAIN | DOWNLOAD

Durante os anos 90, ‘Morphine’ foi consideravelmente cultuada nos Estados Unidos com críticas positivas. Formada por Mark Sandman, que já havia tocado com a banda de rock alternativo ‘Treat Her Right’, e Dana Colley membro do grupo de Boston ‘Three Colors’ e o baterista Jerome Dupree, o grupo lançou seu álbum de estréia, ‘Good’, em 1992, por uma etiqueta independente.

1995 - OPHIUM | DOWNLOAD

Mark Sandman desde o primeiro álbum causou estranheza, mas, principalmente, manifestações de admiração por parte da crítica. Na ‘Treat Her Right’, Sandman tocava uma guitarra convencional de seis cordas, mas através de um pedal de efeitos o som do instrumento parecia mais como um baixo.


1995 - YES | DOWNLOAD

Em ‘Morphine’ ele mudou para um baixo convencional, e todas as notas que ele precisava para tocar estavam em uma única corda. Tempos depois ele tocava um contrabaixo de duas cordas como uma guitarra slide. Mais tarde, ele acrescentaria uma terceira.



1997 - LIKE SWIMMING | DOWNLOAD

Após o lançamento do álbum, ‘Good’, Dupree deixou a banda e foi substituído por Billy Conway, que já havia tocado com Sandman no ‘Treat Her Right’. O segundo álbum, ‘Cure for Pain’, com uma extensa turnê americana e européia vendeu mais de 300.000 cópias, um feito impressionante para um lançamento independente.


1997 - B-SIDES AND OTHERWISE | DOWNLOAD

Em 1995, ‘Morphine’ lançou seu terceiro álbum, ‘Yes’, que também recebeu críticas favoráveis e ajudou a banda a manter o seu status de cult. Utilizando uma linha musical incomum, mais próxima do jazz, os álbuns de ‘Morphine’ têm uma intensidade e um peso notáveis, sempre ancorados na sonoridade incomum do baixo de Sandman e no virtuosismo de Colley que, em alguns momentos, a exemplo de Roland Kirk, tocava dois saxes ao mesmo tempo.

2000 - BOOTLEG DETROIT | DOWNLOAD

Como o nome da banda sugere, o efeito é desorientador, e é totalmente viciante. Ouvir uma música de ‘Morphine’ é ouvir algo que está bastante afastado do pop e do rock. Além de ‘low rock’ o som de ‘Morphine’ às vezes é chamado de ‘beat noir’ em referência ao seu jazzy que nos faz sentir estar em um bar enfumaçado e cheio de intrigas.


2000 - THE NIGHT | DOWNLOAD

Sandman chegou a morar muitos anos no Brasil, entre Pernambuco e Rio de Janeiro, e dizia-se grande admirador da música brasileira. Em 3 de julho de 1999, Sandman desabou no palco durante uma apresentação em Roma, morrendo de um ataque cardíaco aos 47 anos de idade.


2003 - THE BEST OF MORPHINE 1992-1995 | DOWNLOAD

Mark Sandman estava especialmente empolgado, pois havia decidido, finalmente, incorporar mais uma corda ao seu baixo. A apresentação foi postumamente lançada no início do ano seguinte e ao vivo no disco ‘Bootleg Detroit’. O álbum ‘The Night’ foi terminado dias antes de Sandman desabar no palco e ser declarado morto à chegada em um hospital local.


2004 - SANDBOX: MARK SANDMAN ORIGINAL MUSIC
DOWNLOAD | Pt. 1 | Pt. 2 | Pt. 3

‘The Night’ parece um epitáfio apropriado. Teclados, violino, violoncelo e contrabaixo, guitarras acústicas e elétricas são reproduzidos no álbum. O baterista Deupree está de volta, e toca em conjunto com Conway. ‘The Night’ pode ter sido a obra final de Mark Sandman, mas não foi a última palavra sobre seu legado.

2009 - AT YOUR SERVICE | DOWNLOAD

No final de 1999, os membros sobreviventes de ‘Morphine’, Conway, Colley, e Deupree formaram o ‘Morphine Orchestra’, uma big band que percorreu o país, tocando a música de Sandman.



Texto retirado de | Pintando Música

Cream


Durante um período, mais precisamente na época conhecida pela expressão inglesa “late 60’s early 70’s”, se alguém mencionasse o termo supergrupo, certamente estaria se referido ao Cream. Claro que com o passar dos anos e com a reunião de diversos grandes nomes em outros grupos, essa definição foi aplicada também à várias outras bandas. Mas com o Cream podemos é um pouco diferente, já que a definição provavelmente surgiu por causa deles mesmo. O próprio nome da banda já ajudava a determinar essa idéia de supergupo, afinal os caras se achavam, e o público assentia, o creme de la creme, a nata, o suprasumo do mundo da música. E de certa forma eles não estavam errados.Jack Bruce e Ginger Baker tinham o respeitável título de ex-Graham Bond Organization. Para quem sabe o que era o grupo liderado pelo gordinho Bond sabe que isso é algo grandioso. Bruce também tinha feito parte do Manfred Mann. Já Eric Clapton era “só” chamado de Deus nessa época e já tinha passado por Yardbirds e John Mayall’s Bluesbreakers.

1992 | THE ALTERNATIVE ALBUM 1966-1967 | DOWNLOAD

A ideia dos membros quando se juntaram, segundo o próprio Clapton, era usar o blues de raiz e levá-lo até um novo tipo de música pop com a ambiciosa intenção de fazer um estilo que ninguém tinha feito antes. Se eles conseguiram tudo isso ou não cabe o leitor dizer no final desse texto. O certo é que o Cream foi sinônimo de pirotecnia musical (ótima definição de Bento Araújo da Poeira Zine) em sua época, foi muito relevante e fez história gravando em cerca de três anos um material de tanta relevância que muitas bandas tentaram, e muitas ainda tentam, por anos, anos e anos.

Por | Fernando Bueno

1966 | FRESH CREAM | DOWNLOAD

Como já citado acima o Cream era basicamente um grupo de blues tocando rock e para deixar isso bem claro nada menos do que quatro das onze faixas do álbum são versões de grandes nomes do blues como Willie Dixon, Robert Jonhson, Muddy Waters e Skip James. Notamos que o encontro de músicos especialistas em seus instrumentos afetava até mesmo as letras que eram um pouco trabalhadas. Notem quantas músicas que foram feitas com apenas algumas frases, “I’m So Glad”é um ótimo exemplo. Porém mesmo com letras pobres tínhamos ótimas melodias vocais com é o caso do início de “I Feel Free” e “N. S. U.”. O primeiro single foi exatamente “I Feel Free” e o curioso é que mesmo uma música relativamente curta (2:45) foi considerada longa por um DJ de uma rádio novaiorquina que ajudou os caras no início. Tirando as versões, as outras músicas foram todas compostas por Jack Bruce sozinho ou em parceria com outros músicos. Apenas “Toad” foge à regra já que a faixa nada mais é do que um longo (alguém aí pensou desnecessário?) solo de Ginger Baker. Muitos comentam este ser um dos primeiros solos de bateria gravado por uma banda de rock. “Sleepy Time Time” é um blues composto por Bruce que faria inveja à qualquer músico do auge da Chees Records. Em “Dreaming” todas as vozes se juntam para fazer uma belíssima composição. As versões ficaram ótimas em especial “Spoonful” com a gaita fazendo o papel principal. Para finalizar uma pergunta: só eu que acho o Jack Bruce parecidíssimo com o Greg Lake nessa foto da capa?

1967 | DISRAELI GEARS | DOWNLOAD

Pergunte para dez pessoas qual é o melhor disco do Cream e nove delas responderá Disraeli Gears. O blues rock do grupo continua intacto, mas agora temos a adição de um timbre de guitarra mais ácido. O disco foi lançado em novembro, poucos meses depois da real data planejada para o lançamento. A causa disso foi que a gravadora decidiu mudar a capa de última hora e o resultado final demorou um pouco mais do que o esperado. A intenção da gravadora com essa capa multicolorida era ligar a banda ao movimento psicodélico que estava em seu auge nesse ano. Claro que musicalmente o disco já estava ligado à esse movimento, assim a capa foi para deixar isso claro e aproveitar o sucesso. As guitarras após o refrão de “Dance the Night Away” parece ter saído de um disco do Pink Floyd da época de Syd Barret. Outra que me lembra muito do Diamante Louco, mas nesse caso dos seus discos solos, é “Blue Condition”. O maior hit da banda, “Sunshine of Your Love”, é a segunda faixa do álbum e é obviamente um dos seus destaques. Mas não posso deixar de citar “Strange Brew” que faz você cantarolar sua melodia por muito tempo depois do álbum acabar. Jack Bruce detona tanto na voz quanto no baixo em “Tales of Brave Ulisses” e em “Swlabr”. Eric Clapton já contribuiu muito mais para o resultado do álbum do que fez (ou não fez?) para o primeiro. Em sua biografia ele conta que Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band foi muito importante para o resultado final de Disraeli Gears, pelo menos para ele. Ele também menciona que o lançamento de Are You Experienced? por Jimi Hendrix ofuscou o disco deles porque todo mundo queria ouvir o americano. Lembra das músicas dos filmes do Monthy Python? É o que temos em “Mother’s Lament”, canção tradicional da cultura inglesa arranjada pela banda. Disco essencial em toda prateleira rockeira.

1968 | WHEELS OF FIRE | DOWNLOAD

Com o lançamento de Wheels of Fire e os shows que o promoveram principalmente nos Estados Unidos o Cream já estava sendo comparado aos Beatles e The Who. Como já haviam feito no álbum anterior eles alargaram as fronteiras musicais novamente. Alguns instrumentos foram gravados por Feliz Pappalardi, produtor da banda e que no futuro iria fazer parte do Mountain. Eles ainda se baseiam na forma estrutura do blues, mas também flertam com o jazz. Basta notar que o andamento de algumas faixas já são diferentes dos que nos acostumamos à ouvir nos dois álbuns anteriores. A abertura com “White Room”, uma das melhores faixas da banda, já ganha o ouvinte e mesmo se tudo o que viesse depois não fosse bom ninguém se importaria. Falo isso porque existem músicas abaixo da crítica nesse álbum. Duas delas eu ouço porque não costumo passar músicas e gosto de ouvir o álbum todo: “Pressed Rat and Warthog” e “Politician”, mesmo essa última sendo lembrada sempre em shows. Falando em shows, o segundo disco com as quatro músicas ao vivo é difícil de classificar. Que a banda era fantástica de se ver ao vivo não há dúvida, mas será que isso fica tão legal assim em um disco? “Croosroads”, de Robert Jonhson, tem uma versão ótima e para mim definitiva. As conhecidas, e longuíssimas, jams que a banda levava ao vivo tem alguns exemplo aqui. É até interessante ouvir “Spoonful” já que todos têm a chance de aparecer, mas não dá para entender a necessidade de um solo de 10 minutos de bateria, em “Toad”, fazer parte de um disco ao vivo que tem apenas 4 faixas.

1969 | GOODBYE | DOWNLOAD

Não citei os casos de drogas e das intermináveis brigas internas que eles tinham dentro da banda já que o foco aqui é analisar e comentar os álbuns. Porém quem pegar Goodbye sem saber dessas histórias vai se enganar pela aparente alegria apresentada na foto da capa e não vai entender porque um disco oficial tem apenas três músicas e mais três músicas gravadas ao vivo. E a resposta é que o grupo decidiu se separar e lançar a raspa do tacho das músicas que tinham e como não eram tantas incluíram algumas gravações ao vivo. Das três a que mais se destaca é “Badge”, uma parceria de Clapton com o amigo (e sócio?) George Harrison. “Doing That Scrapyard Thing”, que parece ter saído do Ogdens’ Nuts Gone Flake do Small Faces, é mais uma das diversas parcerias entre Jack Bruce e o letrista e poeta Pete Brown durante toda a carreira do Cream. Já “What A Bringdown” se não é uma canção muito lembrada da discografia do Cream faz valer a pena em adquirir um disco com apenas três faixas inéditas. Das músicas ao vivo tanto “I’m So Glad” quanto “Sitting on The Top of the World” são boas performances. Porém “Politician” não consegue a minha atenção nem em estúdio em Wheels of Fire nem ao vivo em Goodbye. Clapton diz que na época ele conheceu o The Band e seu fantástico álbum Music From Big Pink. Ele diz que ouviu o grupo e pensou “ali está uma banda que faz a coisa certa”. No fim quem segurou um pouco as pontas foi Stigwood, empresário da banda, que começou a receber ligações diárias de Clapton em que dizei “me tire daqui por favor” e ele respondia “fique mais uma semana”, até não ter jeito e a banda acabar de vez.

1970 | LIVE CREAM
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Após o fim da banda a gravadora ainda soltou dois discos ao vivo nos anos seguintes: Live Cream (1970) e Live Cream Volume II (1972). Cada um dos integrantes seguiria seu caminho separados se não fosse o encontro que Ginger Baker teve com Eric Clapton justamente quando ele estava prestes a formar o Blind Faith com Steve Winwood. Baker acabou entrando na barca.

1972 | LIVE CREAM II
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Com o fim do Blind Faith Clapton montou o Derek and the Dominoes e depois seguiu uma carreira solo de sucesso. Ginger Baker montou o Ginger Baker’s Airforce com uma seleção fantástica de músicos. Jack Bruce participou de outro super grupo o West, Bruce and Laing e depois também seguiu uma subestimada carreira solo.

2003 | BBC SESSIONS
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Em 2003 saiu um álbum com o nome de BBC Sessions que muitos outros artistas já fizeram parecido. Particulamente acho esse CD bem interessante para quem quer ter a discografia de estúdio e mais alguma coisa da banda.

2005 | LIVE AT ROYAL ALBERT HALL
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Em 2005 uma reunião de pouco shows do Cream ocorreu e aconteceu no famosíssimo Robert Albert Hall e também é material que vale muito a pena ter na sua prateleira de discos.

Tropicália ou Panis et Circensis


"A música não existe (...). Sei que alguma coisa nova se cria a partir daí e o resto não me interessa" (Rogério Duprat). "Ê bumba-iê-iê-boi" (Gilberto Gil & Torquato Neto). "Nara - Pois é... e o Ernesto Nazaré e Chiquinha Gonzaga... e Pixinguinha... Os Mutantes - Pois é... e os Jefferson's Airplane (sic) e os Mamas & the Papas... e..."

Maio de 68. Vietnã. Barricadas em Paris. Passeata dos cem mil, Rio de Janeiro. Primavera de Praga. Marthin Luther King. Flower power, 2001 - Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick. AI-5. Panteras Negras. Arte pop. Crimes, espaçonaves guerrilhas.

Não são absolutamente memórias pessoais. Fragmentos da iconografia da época. O primeiro passo quando a tarefa é falar de alguma obra emblemática de uma época (sobretudo se você não esteve lá) é pesquisar todo o material disponível para reconstituir o clima e os acontecimentos que foram desaguar naquele produto em particular. Mas um disco-manifesto como Tropicália ou Panis et Circencis fala por si só. E o que ele fala?

A capa apresenta os atores do carnaval tropicalista. Os Mutantes e suas guitarras elétricas. Tom Zé, Caetano com Nara Leão (os mais belos joelhos da bossa nova) no colo (numa fotografia). O Maestro Rogério Duprat prestando uma homenagem a Marcel Duchamp (que havia falecido em 1967). Gal Costa com uma foto de Capinam. Torquato Neto (poeta e suicida). A contracapa descreve o roteiro e inscreve a data lendária: maio de 68. Os padrinhos despejam suas benções: Augusto de Campos e João Gilberto.

Tropicália ou Panis et Circencis era para ser o manifesto tropicalista. Vinte anos depois é um documento histórico. Se a música não existia mais, era preciso romper com as camisas de força que regiam a música popular, as falsas dicotomias, participação popular versus invenção, local versus universal. Vicente Celestino se encontra com os Beatles. O tropicalismo, como um momento de efervescência cultural, comunica-se diretamente com o modernismo da Semana de 1922. E dá-lhe antropofagia: as referências de parentesco são explícitas e encaixadas em contextos novos.


A qualidade documental da tropicália não o transforma num disco datado. Uma colagem mantida unida com o cola-tudo privilegiado das musicalidades de Caetano Veloso e Gilberto Gil. A pérola do brega, "Coração Materno", é de Vicente Celestino. O beguin "Três Caravelas" ("um navegante atrevido saiu de Palos um dia / ia com três caravelas / a Pinta, a Nina e a Santa Maria") é uma versão de João de Barro, e a nota regionalista, "Hino ao Senhor do Bonfim da Bahia", que fecha com tom épico o LP, é de João Antônio Wanderley.

O humor é, sem dúvida, um conservante poderoso. "Lindonéia", um bolero na voz extra-suave de Nara, anuncia que há "cachorros mortos nas ruas / policiais vigiando / o sol batendo nas frutas / sangrando, oh, meu amor, a solidão vai me matar de dor". Os primeiros acordes de "A Internacional" servem como arauto a Caetano convidando a um passeio nos Estados Unidos do Brasil, "debaixo das bombas / das bandeiras / debaixo das botas / debaixo das rosas dos jardins / debaixo da lama / debaixo da cama". Em "Parque Industrial", o céu de anil e as bandeirolas saúdam o avanço industrial.

Rogério Duprat orquestrou esses estilhaços de modernidade com todos os ritmos, instrumentos, ruídos e técnicas que estavam à mão. Em vez do violão e voz da bossa nova, aqui entram sirenes, distorção de guitarra, efeitos de estúdio, canhões (enquanto Gil rima Brasil e fuzil, com todas as letras) e órgão de igreja. Os metais pontuam ora o violão, ora a guitarra e o baixo, criando texturas distintas de sons.

A geléia geral brasileira teve sua polaróide, em sons e imagens, nítida e multifacetada.

Texto | Bia Abramo, Bizz#041, dezembro de 1988 | Collectors Room

1968 | TROPICÁLIA OU PANIS ET CIRCENSIS

01. Gilberto Gil - Miserere Nóbis
02. Caetano Veloso - Coração Materno
03. Os Mutantes - Panis et Circensis
04. Nara Leão - Lindonéia
05. Gal Costa, Gilberto Gil, Os Mutantes & Caetano Veloso - Parque Industrial
06. Gilberto Gil - Geléia Geral
07. Gal Costa & Caetano Veloso - Baby
08. Gilberto Gil & Caetano Veloso - Três Caravelas [Las Três Carabelas]
09. Caetano Veloso - Enquanto Seu Lobo não Vem
10. Gal Costa - Mamãe, Coragem
11. Gilberto Gil - Bat Macumba
12. Gal Costa, Gilberto Gil, Os Mutantes & Caetano Veloso - Hino do Senhor do Bom Fim

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Gary Moore | Essential Montreux


2009 | LIVE AT MONTREUX [SPECIAL EDITION 1990-2001]

DISC 1 | 1990

01. All Your Love
02. Midnight Blues
03. You Don't Love Me
04. Texas Strut
05. Moving On
06. Too Tired
07. Cold Cold Feeling
08. Further On Up The Road
09. King Of The Blues
10. Stop Messing Around
11. The Blues Is Alright
12. The Messiah Will Come Again.

DISC 2 | 1995

01. If You Be My Baby
02. Long Grey Mare
03. Oh Pretty Woman
04. I Loved Another Woman
05. Merry-Go-Round
06. The Stumble
07. Need Your Love So Bad
08. You Don't Love Me
09. Key To Love
10. All Your Love
11. Since I Met You Baby
12. The Blues Is Alright
13. Stop Messing Around
14. Jumping At Shadows

DISC 3 | 1997

01. One Good Reason
02. One Fine Day
03. Cold Wind Blows
04. I've Found My Love In You
05. Always There For You
06. Oh Pretty Woman
07. Walking By Myself
08. Business As Usual
09. Out In The Fields
10. Over The Hills And Far Away
11. Parisienne Walkways

DISC 4 | 1999

01. Walking By Myself
02. Since I Met You Baby
03. Need Your Love So Bad
04. Tore Down
05. You Don't Love Me
06. All Your Love
07. Still Got The Blues
08. Too Tired
09. The Sky Is Crying
10. Further On Up The Road
11. Fire
12. Parisienne Walkways

DISC 5 | 2001

01. You Upset Me Baby
02. Cold Black Night
03. Stormy Monday
04. Oh Pretty Woman
05. All Your Love
06. Still Got The Blues
07. Too Tired
08. How Many Lies
09. Fire
10. Enough Of The Blues
11. The Prophet

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CD 1 | CD 2 | CD 3 | CD 4 | CD 5 |

Led Zeppelin


Que o Led Zeppelin figura e figurará entre as maiores bandas de rock de todos os tempos, já sabemos. Mas entre tantas lendas desse estilo musical, como The Beatles, The Rolling Stones,Pink Floyd, Queen, entre centenas de outras, o que seria capaz de tornar o Led Zeppelin a melhor banda de rock de todos os tempos?

Cada fã possui inúmeras razões para justificar a sua preferência ou não por uma banda. Momento de vida, sonoridade dos instrumentos, vocal, estilo musical e até mesmo o virtuosismo de um integrante são apenas alguns dos motivos utilizados por todos nós quando falamos de nossa banda ou artista favorito.

Mas no caso do Led Zeppelin, há pelo menos 5 principais motivos, praticamente indiscutíveis, que fazem dos ingleses não a maior banda de todos os tempos, título irrefutável dos The Beatles, mas sim a melhor.


1. O EFEITO JIMMY PAGE
Comparável apenas a gênios como B.B. King, Jimi Hendrix e Eric Clapton, James Patrick Page, ou apenas Jimmy Page, é a alma por trás do Led Zeppelin. Foi dele a ideia de criar uma banda quando houve a dissolução dos The Yardbirds, que tinha também a fera Jeff Beck. Page conhecia o baixista John Paul Jones de estúdios e através de audições acabou conhecendo Robert Plant, que indicou John Bonham como baterista.

Além disso, toda a sonoridade e a aura da banda passou pelo guitarrista, desde a produção dos discos até histórias e lendas estranhas sobre a banda e seus integrantes, como a suposta ligação de Page com satanismo e magia negra. Dono de solos e acordes invejáveis e composições eternizadas na história não só do rock mas da música como um todo, Page era muito mais do que 1/4 do Led Zeppelin. Ele era a essência e a energia que unia os outros integrantes.

2. A ASSOMBROSA QUALIDADE DOS ÁLBUNS
Sete álbuns nos sete primeiros anos de banda. Led Zeppelin I, II, III, IV (o famoso álbum sem título), Houses of the Holy, Physical Graffiti (álbum duplo) e Presence mostraram como a banda simplesmente fervia de criatividade e qualidade nas composições. Foram 66 canções nestes 7 discos, com várias músicas e melodias memoráveis que mostraram como a banda saiu de um estilo mais Folk e chegou ao Hard-Rock, passando com destaque pelo progressivo e pelo psicodélico.

Quantas bandas podem se vangloriar de ter um hit conhecido? E um álbum bem avaliado pela crítica e pelo público? Bem, o Led Zeppelin tem pelo menos 7.

3. STAIRWAY TO HEAVEN
Figura fácil entre qualquer lista de melhores canções de todos os tempos, Stairway to Heaven é capaz de, em apenas 8 minutos, mostrar pelo menos três facetas da genialidade da dupla Page e Plant, que a compôs.

Passando por uma melodia quase esotérica no início, com a inclusão de elementos elétricos no meio da música e um final ao melhor estilo hard-rock, com riffs e uma bateria pesada, Stairway to Heaven é quase um resumo sonoro da história do Led Zeppelin, além de contar uma bela história em um tom bastante esotérico.


4. UMA BANDA DE PALCO, NÃO DE ESTÚDIO E TV
Outro grande diferencial do Led Zeppelin era a sua baixa aparição em programas de TV, rádio e de outras maneiras que não nos palcos. Os solos de várias músicas variavam e cada novo show, com versões que em estúdio tinham 6 minutos e ao vivo passavam de 20, como Moby Dick e seu intenso solo de bateria e Dazed and Confused, uma apoteose sonora protagonizada por Page nos palcos.

As turnês do Led Zeppelin, principalmente as dos Estados Unidos, país que acolheu a banda antes mesmo que a terra natal Inglaterra, eram repletas de invenções, criações e acordes novos, lotando estádios e casas de show em todas as noites que a banda se apresentava. Veja qualquer show do Led Zeppelin, desde o icônico The Song Remains The Same, ao vivo em Nova York, ou qualquer gravação internet afora, e é possível sentir a energia da banda e do público em cada canção.

Outro fator fundamental para o sucesso do grupo ao vivo e em suas turnês foi o empresário Peter Grant, que tinha uma espécie de papel de pai daqueles jovens ingleses que em várias vezes eram expulsos de hotéis mundo afora.

5. SOUBERAM PARAR NA HORA CERTA (E VOLTAR TAMBÉM!)
Quantas bandas perdem integrantes ao longo do tempo e vão virando apenas um “Frankenstein”, uma colagem de músicos sob um nome icônico? Várias. AC/DC, Iron Maiden, Pink Floyd, Metallica, Foo Fighters e Red Hot Chili Peppers são exemplos de bandas conhecidas e que tiveram mudanças (nem sempre pra melhor) ao longo de suas trajetórias.

O Led Zeppelin iniciou a década de 80 (também conhecida por muitos como a década perdida da música) com o trágico falecimento do baterista John Bonham. Ao invés de simplesmente troca-lo, entendendo que a banda não era simplesmente a formação de 4 músicos mas sim um conteúdo musical gerado por um grupo de 4 parceiros, o Led Zeppelin precocemente decretou seu ponto final.

Durante muito tempo pouco se ouviu falar sobre um possível retorno.

Obviamente Robert Plant e Jimmy Page seguiram pródigas carreiras solo e parcerias com outros artistas, enquanto o baixista John Paul Jones também seguiu seu caminho, com menos brilho mas com a mesma competência e talento de sempre. Em 1994 o encontro dos dois (e a estranha ausência de Jones) gerou o especial No Quarter: Led Zeppelin Unledded, uma versão do MTV Unplugged com canções da banda em versões nada convencionais.

Com o lançamento de novas mídias como CD, DVD e Blu-ray, o Led Zeppelin voltou a ser sucesso entre antigos e novos fãs. Versões remasterizadas, adicionadas de versões novas, acústicas, cruas e demos de canções foram enchendo as prateleiras de lojas de discos, tornando o nome da banda forte novamente.

O ápice foi o retorno com 2 shows que a banda fez em 2007, 27 anos após sua separação, com a presença do filho de John Bonham, Jason, na bateria. E apenas após 5 anos, em 2012, é que a banda resolveu lançar em DVD, CD e Blu-ray o show de 2007, com o nome de Celebration Day. Imagine o hype criado entre fãs, entusiastas e críticos?

Dessa forma, o Led Zeppelin soube envelhecer, esperou várias novas ondas musicais passarem ao longo dos anos 80 e 90, e no momento certo, retornou criando milhões de novos fãs e deixando os saudosos cheios de orgulho.

1969 | LED ZEPPELIN

01. Good Times Bad Times
02. Babe I’m Gonna Leave You
03. You Shook Me
04. Dazed And Confused
05. Your Time Is Gonna Come
06. Black Mountain Side
07. Communication Breakdown
08. I Can’t Quit You Baby
09. How Many More Times

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1969 | LED ZEPPELIN II

01. Whole Lotta Love
02. What Is And What Should Never Be
03. The Lemon Song
04. Thank You
05. Heartbreaker
06. Living Loving Maid (She’s Just A Woman)
07. Ramble On
08. Moby Dick
09. Bring It On Home

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1970 | LED ZEPPELIN III

01. Immigrant Song
02. Friends
03. Celebration Day
04. Since I’ve Been Loving You
05. Out On The Tiles
06. Gallows Pole
07. Tangerine
08. That’s The Way
09. Bron-Y-Aur Stomp
10. Hats Off To (Roy) Harper

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1971 | LED ZEPPELIN IV

01. Black Dog
02. Rock and Roll
03. The Battle Of Evermore
04. Stairway To Heaven
05. Misty Mountain Hop
06. Four Sticks
07. Going To California
08. When The Levee Breaks

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1973 | HOUSES OF THE HOLY

01. The Song Remains The Same
02. The Rain Song
03. Over The Hills And Far Away
04. The Crunge
05. Dancing Days
06. D’yer Mak’er
07. No Quarter
08. The Ocean

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1975 | PHYSICAL GRAFFITI

CD 1
01. Custard Pie
02. The Rover
03. In My Time Of Dying
04. Houses Of The Holy
05. Trampled Underfoot
06. Kashmir

CD 2
01. In The Light
02. Bron-Yr-Aur
03. Down By The Seaside
04. Ten Years Gone
05. Night Flight
06. Wanton Song
07. Boogie With Stu
08. Black Country Woman
09. Sick Again

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1976 | THE SONG REMAINS THE SAME

CD 1
01. Rock and Roll
02. Celebration Day
03. Black Dog (Previously Unreleased)
04. Over the Hills and Far Away (Previously Unreleased)
05. Misty Mountain Hop (Previously Unreleased)
06. Since I've Been Loving You (Previously Unreleased)
07. No Quarter
08. The Song Remains the Same
09. The Rain Song
10. The Ocean (Previously Unreleased)

CD 2
01. Dazed And Confused
02. Stairway To Heaven
03. Moby Dick
04. Heartbreaker
05. Whole Lotta Love

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1976 | PRESENCE

01. Achilles’ Last Stand
02. For Your Life
03. Royal Orleans
04. Nobody’s Fault But Mine
05. Candy Store Rock
06. Hots On For Nowhere
07. Tea For One

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1977 | MAGICAL SOUND BOOGIE
(Bootleg)


CD 1
01. The Song Remains The Same
02. Sick Again
03. Nobody's Fault But Mine
04. In My Time Of Dying
05. Since I've Been Loving You
06. No Quarter

CD 2
01. Ten Years Gone
02. The Battle Of Evermore
03. Going To California
04. Black Country Woman
05. Bron-yr-stomp
06. White Summer / Black Mountian Side
07. Kashmir

CD 3
01. Moby Dick
02. Guitar Solo
03. Achilles Last Stand
04. Stairway To Heaven
05. Whole Lotta Love
06. Rock And Roll

DOWNLOAD | CD 1 | CD 2 | CD 3

1979 | IN THROUGH THE OUTDOOR

01. In The Evening
02. South Bound Saurez
03. Fool In The Rain
04. Hot Dog
05. Carouselambra
06. All My Love
07. I’m Gonna Crawl

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1980 | TOUR OVER EUROPE: DORTMUND
(Bootleg)


CD 1
01. Train Kept A Rollin'
02. Nobody's Fault But Mine
03. Black Dog
04. In The Evening
05. The Rain Song
06. Hot Dog
07. All Of My Love
08. Trampled Underfoot
09. Since I've Been Loving You

CD 2
01. Achilles Last Stand
02. White Summer
03. Kashmir
04. Stairway To Heaven
05. Rock And Roll
06. Whole Lotta Love Intro
07. Heartbreaker
08. Whole Lotta Love

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1980 | ETERNAL MAGIC
(Bootleg)


CD 1
01. The Train Kept A Rollin´
02. Nobodys Fault But Mine
03. Black Dog
04. In The Evening
05. The Rain Song
06. Hot Dog
07. All My Love
08. Trampled Underfoot
09. Since I´ve Been Loving You

CD 2
01. White Summer/Black Mountain Side
02. Kashmir
03. Stairway To Heaven
04. Roch And Roll
05. Whole Lotta Love

CD 3
01. The Train Kept A Rollin´
02. Nobodys Fault But Mine
03. Black Dog
04. In The Evening
05. The Rain Song
06. Hot Dog
07. All My Love
08. Trampled Underfoot
09. Since I´ve Been Loving You

CD 4
01. White Summer ~ Black Mountain Side
02. Kashmir
03. Stairway To Heaven
04. Roch And Roll
05. Whole Lotta Love
06. The Radio Report

DOWNLOAD | CD 1 | CD 2 | CD 3 | CD 4

1982 | CODA

01. We’re Gonna Groove
02. Poor Tom
03. I Can’t Quit You Baby
04. Walter’s Walk
05. Ozone Baby
06. Darlene
07. Bonzo’s Montreaux
08. Wearing And Tearing

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1990 | REMASTERS

CD 1
01. Communication Breakdown
02. Babe, I’m Gonna Leave You
03. Good Times Bad Times
04. Dazed And Confused
05. Whole Lotta Love
06. Heartbreaker
07. Ramble On
08. Immigrant Song
09. Celebration Song
10. Since I’ve Been Loving You
11. Black Dog
12. Rock And Roll
13. The Battle Of Evermore
14. Misty Mountain Hop
15. Stairway To Heaven

CD 2
01. The Song Remains The Same
02. The Rain Song
03. D’yer Mak’er
04. No Quarter
05. Houses Of The Holy
06. Kashmir
07. Trampled Underfoot
08. Nobody’s Fault But Mine
09. Achilles Last Stand
10. All My Love
11. In The Evening

DOWNLOAD | CD 1 | CD 2

1997 | BBC SESSIONS (1969-1971)

CD 1
01. You Shook Me
02. I Can’t Quit You Baby
03. Communication Breakdown
04. Dazed and Confused
05. Girl I Love She Got Long Black Wavy Hair
06. What Is and What Should Never Be
07. Communication Breakdown
08. Traveling Riverside Blues
09. Whole Lotta Love
10. Somethin’ Else
11. Communication Breakdown
12. I Can’t Quit You Baby
13. You Shook Me
14. How Many More Times

CD 2
01. Immigrant Song
02. Heartbreaker
03. Since I’ve Been Loving You
04. Black Dog
05. Dazed and Confused
06. Stairway to Heaven
07. Going to California
08. That’s the Way
09. Whole Lotta Love Medley:
Boogie Chillun
Fixin to Die
That’s Alright Ma
10. Thank You

DOWNLOAD | CD 1 | CD 2

2001 | RETROACTIVE PROMO
(Box Set)


CD 1
01. Dazed and Confused
02. Good Times Bad Times
03. Communication Breakdown
04. Babe Im Gonna Leave You
05. Whole Lotta Love
06. Ramble On
07. Heartbreaker
08. What Is and What Should Never Be
09. Thank You
10. Immigrant Song
11. Celebration Day
12. Since Ive Been Loving You
13. Hey Hey What Can I Do
14. Out On The Tiles
15. Black Dog
16. Rock and Roll

CD 2
01. Stairway To Heaven
02. The Battle Of Evermore
03. When The Levee Breaks
04. Misty Mountain Hop
05. Going To California
06. Over The Hills and Far Away
07. Dancing Days
08. The Rain Song
09. The Ocean
10. Houses Of The Holy
11. D'yer Mak'er
12. No Quarter
13. The Song Remains The Same

CD 3
01. Kashmir
02. Sick Again
03. Trampled Under Foot
04. In The Light
05. The Wanton Song
06. Ten Years Gone
07. Nobody's Fault Mine
08. Achilles Last Stand
09. Fool In The Rain
10. All My Love
11. In The Evening

DOWNLOAD | CD 1 | CD 2 | CD 3

2003 | HOW THE WEST WAS WON
(Live 1972)


CD 1
01. LA Drone
02. Immigrant Song
03. Heartbreaker
04. Black Dog
05. Over The Hills And Far Away
06. Since I’ve Been Loving You
07. Stairway To Heaven
08. Going To California
09. That’s The Way
10. Bron-Yr-Aur Stomp

CD 2
01. Dazed And Confused
02. What Is And What Should Never Be
03. Dancing Days
04. Moby Dick

CD 3
01. Whole Lotta Love (Medley)
02. Rock And Roll
03. The Ocean
04. Bring It On Home

DOWNLOAD | CD 1 | CD 2 | CD 3

2007 | MOTHERSHIP

CD 1
01. Good Times Bad Times
02. Communication Breakdown
03. Dazed And Confused
04. Babe I'm Gonna Leave You
05. Whole Lotta Love
06. Ramble On
07. Heartbreaker
08. Immigrant Song
09. Since I've Been Loving You
10. Rock And Roll
11. Black Dog
12. When The Levee Breaks
13. Stairway To Heaven

CD 2
01. The Song Remains the Same
02. Over the Hills and Far Away
03. D'Yer Mak'er
04. No Quarter
05. Trampled Under Foot
06. Houses of the Holy
07. Kashmir
08. Nobody's Fault But Mine
09. Achilles Last Stand
10. In the Evening
11. All My Love

DOWNLOAD | CD 1 | CD 2

2007 | THE TRIUMPH REHEARSALS: GUITARS ON VERSION
(Bootleg)


CD 1
01. Introduction
02. Good Times, Bad Times
03. Ramble On
04. Black Dog
05. In My Time Of Dying
06. For Your Life
07. Trampled Underfoot
08. Nobody's Fault But Mine
09. No Quarter (Start Only)

CD 2
01. Since I've Been Loving You
02. Dazed And Confused
03. Stairway To Heaven
04. The Song Remains The Same
05. Misty Mountain Hop (End Missing)
06. Kashmir
07. Whole Lotta Love
08. Rock And Roll

DOWNLOAD | CD 1 | CD 2

2012 | CELEBRATION DAY
(Concert At The O2 Arena)


CD 1
01. Good Times Bad Times
02. Ramble On
03. Black Dog
04. In My Time Of Dying
05. For Your Life
06. Trampled Under Foot
07. Nobody s Fault But Mine
08. No Quarter

CD 2
01. Since I ve Been Loving You
02. Dazed And Confused
03. Stairway To Heaven
04. The Song Remains The Same
05. Misty Mountain Hop
06. Kashmir
07. Whole Lotta Love
08. Rock And Roll

DOWNLOAD | CD 1 | CD 2

2014 | LED ZEPPELIN I, II, III
(Box Set)


Led Zeppelin | Original Album
Live At The Olympia 1969 | DOWNLOAD

Led Zeppelin II | Original Album
Led Zeppelin II | Companion Audio | DOWNLOAD

Led Zeppelin III | Original Album
Led Zeppelin III | Companion Audio | DOWNLOAD

2014 | LED ZEPPELIN IV (1971)
(Deluxe Edition)


01. Black Dog
02. Rock And Roll
03. The Battle Of Evermore
04. Stairway To Heaven
05. Misty Mountain Hop
06. Four Sticks
07. Going To California
08. When The Levee Breaks

Bonus Tracks
09. Black Dog (Basic Track With Guitar Overdubs)
10. Rock And Roll (Alternate Mix)
11. The Battle Of Evermore (Mandolin/Guitar Mix From Headley Grange)
12. Stairway To Heaven (Sunset Sound Mix)
13. Misty Mountain Hop (Alternate Mix)
14. Four Sticks (Alternate Mix)
15. Going To California (Mandolin/Guitar Mix)
16. When The Levee Breaks (Alternate UK Mix In Progress)

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2014 | HOUSES OF THE HOLY (1973)
(Deluxe Edition)


01. The Song Remains The Same
02. The Rain Song
03. Over The Hills And Far Away
04. The Crunge
05. Dancing Days
06. D'yer Mak'er
07. No Quarter
08. The Ocean

Bonus Tracks
09. The Song Remains The Same (Guitar Overdub Reference Mix)
10. The Rain Song (Mix Minus Piano)
11. Over The Hills And Far Away (Guitar Mix Backing Track)
12. The Crunge (Rough Mix-Keys Up)
13. Dancing Days (Rough Mix with Vocal)
14. No Quarter (Rough Mix With JPJ Keyboard Overdubs-No Vocal)
15. The Ocean (Working Mix)

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2015 | PHYSICAL GRAFFITI (1975)
(Deluxe Edition)


CD 1
01. Custard Pie
02. The Rover
03. In My Time Of Dying
04. Houses Of The Holy
05. Trampled Under Foot
06. Kashmir

CD 2
01. In The Light
02. Bron - Yr
09. Down By The Seaside
04. Ten Years Gone
05. Night Flight
06. The Wanton Song
07. Boogie With Stu
08. Black Country Woman
09. Sick Again

CD 3
01. Brandy & Coke (Trampled Under Foot-Initial Rough Mix)
02. Sick Again (Early Version)
03. In My Time Of Dying (Initial Rough Mix)
04. Houses Of The Holy (Rough Mix With Overdubs)
05. Everybody Makes It Through (In The Light Early Version/In Transit)
06. Boogie With Stu (Sunset Sound Mix)
07. Driving Through Kashmir (Kashmir Rough Orchestra Mix)

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